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Leads para advogados Estudos Aposentadoria Especial Julho de 2026

Dados próprios · 397 conversas · julho de 2026

Eles estavam expostos. Faltou tempo.

Analisamos 397 conversas de qualificação em aposentadoria especial, todas sob o mesmo roteiro. O resultado contraria a intuição do escritório: o anúncio não atrai quem não tem perfil, atrai quem tem perfil e ainda não tem tempo.

Publicado em 7 de agosto de 2026

79,5%

das desqualificações
101 de 127

São pessoas que estiveram expostas a agente nocivo de verdade e mesmo assim não viraram caso. Trabalharam no barulho, no calor, no químico, no contato biológico, e esbarraram em tempo de exposição insuficiente ou em vínculo que não dá para comprovar. Só uma em cada dez desqualificações é de quem não tinha exposição nenhuma.

Metodologia

Como o número foi apurado.

Estudo com dado próprio de operação. Toda contagem sai de código sobre os registros brutos, com denominador explícito em cada taxa.

Amostra
397 conversas de qualificação na tese de aposentadoria especial
Período
Conversas iniciadas entre 6 e 27 de julho de 2026, sob uma única versão do roteiro
Maturidade
Desfechos apurados em 7 de agosto de 2026, então toda conversa teve no mínimo 11 dias para chegar a um desfecho
Fuso
Todos os horários em São Paulo, UTC-3
Origem
Anúncios no Meta que abrem conversa no WhatsApp, em várias regiões do país
Abandono
Conversa sem nenhuma mensagem nova há mais de 48 horas no momento da extração

Sem normalização de rótulos. Ao contrário das outras edições, aqui não houve agrupamento nenhum. As 127 desqualificações usaram cinco rótulos padronizados, escolhidos de uma lista fechada pelo próprio fluxo, e a tabela do achado é a contagem direta deles. É o efeito de isolar uma única versão de roteiro.

Por que este estudo não crava um patamar. A lei define quantos anos de exposição cada agente nocivo exige. O que varia entre escritórios é a régua de viabilidade, a partir de quanto tempo comprovado o caso compensa a entrada. Por isso o estudo compara a proporção entre os motivos em vez de afirmar um número de anos.

397conversas iniciadas em julho
127desqualificadas com motivo registrado
55qualificadas e entregues
212pararam de responder e não voltaram

Os percentuais deste estudo usam dois denominadores distintos e sempre declarados: sobre o total de desqualificações (127) quando o assunto é composição dos motivos, e sobre o total de conversas iniciadas (397) quando o assunto é frequência no funil inteiro.

O achado

Por que os casos morrem.

5 rótulos distintos foram registrados no período. Agrupados pelo que de fato derruba o caso, eles viram cinco famílias.

Tempo de exposição insuficiente90 · 70,9%
Sem exposição a agente nocivo14 · 11,0%
Vínculo não confirmado11 · 8,7%
Pedido fora do escopo6 · 4,7%
Servidor de regime próprio6 · 4,7%

Percentuais sobre as 127 desqualificações registradas no período.

A leitura mais comum no escritório é que anúncio de aposentadoria especial atrai gente que acha que barulho de escritório conta como insalubridade. O dado diz o contrário. Só 14 das 127 desqualificações, ou 11,0%, são de quem não tinha exposição alguma.

Somando os dois primeiros grupos, 101 pessoas, ou 79,5%, estiveram de fato expostas a agente nocivo. O que as derruba é outra coisa: 90 não acumularam tempo suficiente de exposição, e 11 trabalharam expostas sem vínculo que dê para comprovar.

Isso muda o que se espera do canal. O público que responde a esse anúncio é do perfil certo, e a triagem não está separando quem tem perfil de quem não tem. Está separando quem tem tempo de quem ainda não tem.

Desfecho

Onde param as 397 conversas.

Conversa parada há mais de 48 horas sem nenhuma mensagem nova conta como abandono. É o corte declarado na extração, e ele separa o que ainda está vivo do que já acabou sem dizer que acabou.

Deslize para o lado para ver a tabela completa.

DesfechoCasos% das 397
Parou de responder e não voltou21253,4%
Desqualificado com motivo registrado12732,0%
Qualificado e entregue ao escritório5513,9%
Sem mensagem registrada20,5%
Conversa ainda viva na extração10,3%

O abandono é normal em qualquer captação por anúncio. O que muda a leitura é onde ele acontece: 118 das 212 pessoas, ou 55,7%, abandonaram antes de dar a primeira resposta própria. Elas clicaram no anúncio, a conversa abriu e nunca foi respondida. Outras 49, ou 23,1%, responderam uma vez e pararam no primeiro degrau.

Isso derruba a explicação mais confortável, a de que a triagem espanta o cliente. Quem some, some antes de a triagem começar. E a mediana de tempo parado entre as abandonadas é de 528 horas, três semanas: não são conversas que vão voltar.

Comportamento do público

Quando essas pessoas procuram ajuda.

42,3%iniciaram a conversa entre 19h e 8h, fora do horário comercial
25,7%iniciaram no sábado ou no domingo
7 mintempo mediano entre a primeira mensagem e o desfecho
8,7%das respostas passam de 300 caracteres, sinal de áudio transcrito

Uma fatia relevante procura ajuda quando o escritório está fechado, e um quarto no fim de semana. O tempo mediano até o desfecho mostra que quem responde na hora resolve na hora.

O funil

Onde a conversa se perde.

Cada degrau é um critério confirmado pela própria pessoa. As taxas são de sobrevivência: cada uma sobre o degrau anterior.

Deslize para o lado para ver a tabela completa.

EtapaSobre a etapa anteriorSobre as 397
Deu a primeira resposta própria, além do disparo do anúncio68,8%68,8%
Confirmou exposição a agente nocivo74,4%51,6%
Confirmou tempo de exposição com vínculo registrado28,8%14,9%

Repare que a exposição é o degrau mais fácil: de cada dez pessoas que respondem, sete confirmam exposição a agente nocivo. É o degrau seguinte que corta, com apenas 28,8% de sobrevivência, e é ali que mora a soma de anos com vínculo registrado.

Vale dizer o que essa ordem significa na prática. Perguntar primeiro pela exposição parece natural e é quase inútil como filtro, porque quase todo mundo passa. O critério que decide vem depois, e é ele que define o custo da qualificação nesta tese.

Honestidade sobre o dado

O que este estudo não prova.

É uma operação, não o mercado. Os 397 casos vêm de campanhas nossas, com criativos nossos, em regiões definidas por contratos com escritórios específicos. Outra operação, com outro anúncio e outro público, pode ter distribuição diferente.

Três semanas é pouco. O período não cobre sazonalidade e não permite afirmar tendência. É uma fotografia, não um filme.

O roteiro mudou dentro do mês. Este estudo usa apenas a versão de roteiro que rodou de 6 a 27 de julho, deixando de fora as 121 conversas do início do mês, que rodaram versões anteriores com critério de tempo diferente. Sem esse recorte, a proporção entre os motivos seria uma média de réguas distintas. As perguntas não foram idênticas para todos, e parte da variação nos desfechos vem daí, não do público.

O abandono não tem motivo registrado. As 212 conversas que pararam de responder saíram sem dizer por quê. Se uma parte delas tivesse continuado, a distribuição dos motivos poderia mudar, e não há como saber em qual direção.

O motivo é o do filtro, não a decisão jurídica. Desqualificado aqui quer dizer que o caso não passou nos critérios combinados com o escritório contratante, não que a pessoa não tenha direito. Essa análise é do advogado, e nunca nossa.

A gente publica o dado porque ele é o trabalho.

Se o seu escritório trabalha com aposentadoria especial, essas 101 pessoas com exposição real são conversas que o seu time teria com alguém do perfil certo, para descobrir no fim que ainda falta tempo.

Operação completa com tráfego, IA e CRM.

Ver como funciona a qualificação de aposentadoria especial ou ver todos os estudos publicados. Leia também o estudo especial que põe as quatro escadas de julho lado a lado: a pergunta que decide quase nunca é a primeira.

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