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Leads para advogados Estudos Auxílio-Acidente Julho de 2026

Dados próprios · 968 conversas · julho de 2026

Dois em cada três casos morrem pelo mesmo motivo.

Analisamos 968 conversas de qualificação em auxílio-acidente. Das que não viraram caso, 70,9% pararam na mesma pergunta, e não é a que a maioria dos escritórios imagina.

Publicado em 7 de agosto de 2026

70,9%

das desqualificações
146 de 206

A pessoa não era segurada na data do acidente. Não é falta de sequela, não é prazo, não é documento: é a categoria dela na época do evento. Sozinho, esse motivo responde por mais de dois terços de tudo que é descartado, e por 15,1% de todo mundo que inicia a conversa.

Metodologia

Como o número foi apurado.

Estudo com dado próprio de operação. Toda contagem sai de código sobre os registros brutos, com denominador explícito em cada taxa.

Amostra
968 conversas de qualificação na tese de auxílio-acidente, em dois fluxos da mesma tese
Período
Conversas iniciadas em julho de 2026, mês fechado
Maturidade
Desfechos apurados em 7 de agosto de 2026, então toda conversa teve no mínimo 6 dias para chegar a um desfecho
Fuso
Todos os horários em São Paulo, UTC-3
Origem
Anúncios no Meta que abrem conversa no WhatsApp, em várias regiões do país
Desfecho
Qualificado, desqualificado, abandonado ou em conversa viva, apurado em 7 de agosto de 2026
Abandono
Conversa sem nenhuma mensagem nova há mais de 48 horas no momento da extração
Recorte
Motivos gravados pelo fluxo no fim da conversa. Ver a nota sobre normalização de rótulos abaixo
968conversas iniciadas em julho
206desqualificadas com motivo registrado
241qualificadas e entregues
469pararam de responder e não voltaram

Nota sobre normalização de rótulos. Dos 206 casos desqualificados, 25 vieram de um fluxo mais antigo da mesma tese, em que o motivo era escrito em texto livre em vez de escolhido numa lista fechada. O resultado foi previsível: 45 rótulos distintos para descrever, no fundo, seis situações. "Autônomo na época do acidente", "diarista sem carteira assinada" e "trabalhador informal" são a mesma coisa dita de três jeitos.

Esses 25 rótulos foram agrupados por palavra-chave nas mesmas seis famílias usadas para os padronizados, e o agrupamento está descrito caso a caso. É por isso que a tabela abaixo tem seis linhas e não quarenta e cinco. Se a normalização fosse omitida, o motivo que lidera apareceria menor do que é, diluído em dezenas de variações de si mesmo.

Os percentuais deste estudo usam dois denominadores distintos e sempre declarados: sobre o total de desqualificações (206) quando o assunto é composição dos motivos, e sobre o total de conversas iniciadas (968) quando o assunto é frequência no funil inteiro. Misturar os dois é o erro mais comum na leitura desse tipo de dado.

O achado

Por que os casos morrem, agrupado por natureza.

Quarenta e cinco rótulos distintos foram registrados no período. Agrupados pelo que de fato derruba o caso, eles viram seis famílias.

Não era segurado na data do acidente146 · 70,9%
Já recebe algo que bloqueia34 · 16,5%
Sem sequela que ainda limite13 · 6,3%
Lesão ainda em fase aguda7 · 3,4%
Já tem advogado no caso3 · 1,5%
Não houve acidente3 · 1,5%

Percentuais sobre as 206 desqualificações registradas no período.

A família que lidera reúne, depois da normalização, mais de trinta rótulos diferentes: quem não tinha vínculo nenhum na época, quem era menor de idade no evento, quem era servidor de regime próprio e quem trabalhava na roça sem qualquer comprovação da atividade. São situações diferentes com a mesma consequência: na data em que o acidente aconteceu, aquela pessoa não estava coberta.

A segunda família é a que mais surpreende escritório. Dezesseis por cento das desqualificações são de gente que tem o caso, tem a sequela e tem o vínculo, mas já recebe aposentadoria, já recebe o próprio auxílio-acidente por aquele evento, está com benefício ativo pelo mesmo acidente ou recebe BPC/LOAS. O caso existe e não vai a lugar nenhum.

A leitura que importa

A pergunta certa não é sobre hoje, é sobre a data do acidente.

O público chega descrevendo a vida atual, e é justamente a vida atual que não responde nada.

O público diz que trabalha registrado, que está no mesmo emprego há anos, que contribui. Tudo verdade, e nada disso responde à pergunta que decide o caso, porque o acidente pode ter acontecido dez, quinze anos antes.

A consequência prática é direta: qualquer triagem que pergunte "você trabalha com carteira assinada?" no presente está medindo a coisa errada. E é assim que 146 casos que pareciam bons chegariam na mesa de um advogado para morrer na primeira ligação.

A pergunta que separa é sobre o momento do evento, feita com as palavras que a pessoa usa para descrever a própria vida: o que ela estava fazendo, e como, na época em que se acidentou.

A linha do tempo de quem procura auxílio-acidente Uma vida de trabalho representada por três vínculos em arco, dois registrados no passado e um atual. O acidente acontece num ponto do passado, dentro ou fora de um vínculo, e a pergunta que decide o caso é sobre aquele momento, não sobre hoje. O acidente Hoje 1º vínculo registrado 2º vínculo registrado vínculo atual A pergunta é sobre aquele momento, não sobre agora.
Comportamento do público

Quando essas pessoas procuram ajuda.

O mesmo conjunto de 968 conversas, olhado pelo lado do horário e do formato.

44,8%iniciaram a conversa entre 19h e 8h, fora do horário comercial
25,8%iniciaram no sábado ou no domingo
9 mintempo mediano entre a primeira mensagem e o desfecho
15,4%das respostas passam de 300 caracteres, sinal de áudio transcrito

Quase metade das pessoas procura ajuda quando o escritório está fechado, e mais de um quarto delas no fim de semana. Isso não é detalhe operacional: é a diferença entre atender e perder. O tempo mediano até o desfecho, nove minutos, mostra que quem responde na hora resolve na hora.

O dado dos áudios diz outra coisa. Uma parte relevante desse público não digita, fala. Quem monta triagem baseada em formulário com campos e botões está pedindo para um público de baixa afinidade digital fazer justamente o que ele evita.

Desfecho

Onde param as 968 conversas.

Conversa parada há mais de 48 horas sem nenhuma mensagem nova conta como abandono. É o corte declarado na extração, e ele separa o que ainda está vivo do que já acabou sem dizer que acabou.

Deslize para o lado para ver a tabela completa.

DesfechoCasos% das 968
Parou de responder e não voltou46948,5%
Qualificado e entregue ao escritório24124,9%
Desqualificado com motivo registrado20621,3%
Conversa ainda viva na extração10,1%
Sem mensagem registrada515,3%

O abandono é o maior desfecho isolado, e isso é normal em qualquer captação por anúncio. O que muda a leitura é onde ele acontece: 260 das 469 pessoas, ou 55,4%, abandonaram antes de dar a primeira resposta própria. Elas clicaram no anúncio, a conversa abriu e nunca foi respondida.

Outras 146, ou 31,1%, responderam uma vez e pararam no primeiro degrau. Só 54 chegaram a passar do segundo critério antes de sumir, e 10 fecharam a escada inteira sem virar caso. Ou seja: quase 87% do abandono acontece nos dois primeiros turnos, muito antes de qualquer pergunta difícil.

Isso derruba a explicação mais confortável, a de que "a triagem espanta o cliente". Quem some, some antes de a triagem começar. E a mediana de tempo parado entre as abandonadas é de 505 horas, três semanas: não são conversas que vão voltar.

O funil

Onde a conversa se perde.

Cada degrau é um critério confirmado pela própria pessoa. As taxas abaixo são de sobrevivência: cada uma sobre o degrau anterior.

Deslize para o lado para ver a tabela completa.

EtapaSobre a etapa anteriorSobre as 968
Deu a primeira resposta própria, além do disparo do anúncio68,9%68,9%
Confirmou o segundo critério da escada69,1%47,9%
Fechou a escada inteira57,8%27,9%

Quase um terço das pessoas não passa da primeira resposta. É a perda mais barata do funil e também a mais saudável: quem clicou por curiosidade sai antes de consumir tempo de alguém. A queda relevante está no último degrau, onde quase metade dos que chegaram perto não fecha, e é exatamente ali que mora o motivo que lidera este estudo.

Honestidade sobre o dado

O que este estudo não prova.

É uma operação, não o mercado. Os 968 casos vêm de campanhas nossas, com criativos nossos, em regiões definidas por contratos com escritórios específicos. Outra operação, com outro anúncio e outro público, pode ter distribuição diferente.

Um mês é pouco. O período não cobre sazonalidade e não permite afirmar tendência. É uma fotografia, não um filme.

O abandono não tem motivo registrado. As 469 conversas que pararam de responder saíram sem dizer por quê. Se uma parte delas tivesse continuado, a distribuição dos motivos de desqualificação poderia mudar, e não há como saber em qual direção.

O motivo é o do filtro, não a decisão jurídica. Desqualificado aqui quer dizer que o caso não passou nos critérios combinados com o escritório contratante, não que a pessoa não tenha direito. Essa análise é do advogado, e nunca nossa.

A gente publica o dado porque ele é o trabalho.

Se o seu escritório trabalha com auxílio-acidente, os 146 casos em que a pessoa não era segurada na data do acidente são o tempo que o seu time gastaria descobrindo no telefone o que uma pergunta descobre em nove minutos.

Operação completa com tráfego, IA e CRM.

Ver como funciona a qualificação de auxílio-acidente ou ver todos os estudos publicados. Leia também o estudo especial que põe as quatro escadas de julho lado a lado: a pergunta que decide quase nunca é a primeira.

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