Leads para advogados Estudos BPC/LOAS Julho de 2026
Dados próprios · 445 conversas · julho de 2026O benefício que já existe fecha a porta.
Analisamos 445 conversas de qualificação em BPC/LOAS. Das que não viraram caso, quase oito em cada dez pararam numa pergunta feita logo no começo, e a resposta não tinha volta.
Publicado em 7 de agosto de 2026
das desqualificações
130 de 166
A pessoa já recebe aposentadoria, e o BPC não pode ser acumulado com ela. Não é renda, não é laudo, não é documentação: é um benefício que já existe e que fecha a porta. Sozinho, esse motivo responde por quase oito de cada dez descartes, e por 29,2% de todo mundo que inicia a conversa.
Como o número foi apurado.
Estudo com dado próprio de operação. Toda contagem sai de código sobre os registros brutos, com denominador explícito em cada taxa.
- Amostra
- 445 conversas de qualificação na tese de bpc/loas
- Período
- Conversas iniciadas em julho de 2026, mês fechado
- Maturidade
- Desfechos apurados em 7 de agosto de 2026, então toda conversa teve no mínimo 7 dias para chegar a um desfecho
- Fuso
- Todos os horários em São Paulo, UTC-3
- Origem
- Anúncios no Meta que abrem conversa no WhatsApp, em várias regiões do país
- Abandono
- Conversa sem nenhuma mensagem nova há mais de 48 horas no momento da extração
Nota sobre normalização de rótulos. Dos 166 casos desqualificados, 3 vieram de versões mais antigas do roteiro, em que o motivo era escrito em texto livre em vez de escolhido numa lista fechada. O resultado foi previsível: 14 rótulos distintos para descrever, no fundo, quatro situações.
Esses rótulos foram agrupados por palavra-chave nas mesmas famílias usadas para os padronizados. Se a normalização fosse omitida, o motivo que lidera apareceria menor do que é, diluído em dezenas de variações de si mesmo.
Os percentuais deste estudo usam dois denominadores distintos e sempre declarados: sobre o total de desqualificações (166) quando o assunto é composição dos motivos, e sobre o total de conversas iniciadas (445) quando o assunto é frequência no funil inteiro.
Por que os casos morrem.
14 rótulos distintos foram registrados no período. Agrupados pelo que de fato derruba o caso, eles viram quatro famílias.
Percentuais sobre as 166 desqualificações registradas no período.
O BPC é um benefício assistencial, não previdenciário, e por isso não se acumula com aposentadoria. Quem já se aposentou não pode pedir, por mais grave que seja a condição e por menor que seja o valor recebido. É uma regra de acumulação, não uma avaliação de mérito.
A segunda família é a renda familiar acima do limite, somando os casos de renda declarada e os de pensão. Juntas, essas duas situações respondem por mais de 92% de tudo que é descartado, e as duas são anteriores a qualquer discussão sobre laudo médico ou impedimento.
Isso reorganiza a triagem inteira: a conversa que começa perguntando pela deficiência está perguntando a coisa certa na ordem errada.
Onde param as 445 conversas.
Conversa parada há mais de 48 horas sem nenhuma mensagem nova conta como abandono. É o corte declarado na extração, e ele separa o que ainda está vivo do que já acabou sem dizer que acabou.
Deslize para o lado para ver a tabela completa.
| Desfecho | Casos | % das 445 | |
|---|---|---|---|
| Parou de responder e não voltou | 226 | 50,8% | |
| Desqualificado com motivo registrado | 166 | 37,3% | |
| Qualificado e entregue ao escritório | 39 | 8,8% | |
| Sem mensagem registrada | 14 | 3,1% |
O abandono é normal em qualquer captação por anúncio. O que muda a leitura é onde ele acontece: 145 das 226 pessoas, ou 64,2%, abandonaram antes de dar a primeira resposta própria. Elas clicaram no anúncio, a conversa abriu e nunca foi respondida. Outras 56, ou 24,8%, responderam uma vez e pararam no primeiro degrau.
Isso derruba a explicação mais confortável, a de que a triagem espanta o cliente. Quem some, some antes de a triagem começar. E a mediana de tempo parado entre as abandonadas é de 367 horas, mais de duas semanas: não são conversas que vão voltar.
Quando essas pessoas procuram ajuda.
Uma fatia relevante procura ajuda quando o escritório está fechado, e um quarto no fim de semana. O tempo mediano até o desfecho mostra que quem responde na hora resolve na hora.
Onde a conversa se perde.
Cada degrau é um critério confirmado pela própria pessoa. As taxas são de sobrevivência: cada uma sobre o degrau anterior.
Deslize para o lado para ver a tabela completa.
| Etapa | Sobre a etapa anterior | Sobre as 445 |
|---|---|---|
| Deu a primeira resposta própria, além do disparo do anúncio | 64,5% | 64,5% |
| Passou do gate de acumulação de benefício | 30,7% | 19,8% |
| Chegou ao fim da escada de sete critérios | 36,4% | 7,2% |
Repare no segundo degrau. De cada dez pessoas que respondem, apenas três passam dele. Não é uma pergunta difícil nem invasiva: é o gate de acumulação, e ele elimina de uma vez a maior parte de quem não tem caso.
Essa queda parece brutal e é exatamente o que se quer. Colocar o critério mais letal no começo custa uma pergunta e economiza seis, tanto para a pessoa quanto para o escritório.
O que este estudo não prova.
É uma operação, não o mercado. Os 445 casos vêm de campanhas nossas, com criativos nossos, em regiões definidas por contratos com escritórios específicos. Outra operação, com outro anúncio e outro público, pode ter distribuição diferente.
Um mês é pouco. O período não cobre sazonalidade e não permite afirmar tendência. É uma fotografia, não um filme.
O roteiro mudou dentro do mês. Cinco versões diferentes do roteiro rodaram em julho, com a taxa de desqualificação variando entre 25,0% e 39,0% conforme a versão. As perguntas não foram idênticas para todos, e parte da variação nos desfechos vem daí, não do público.
O abandono não tem motivo registrado. As 226 conversas que pararam de responder saíram sem dizer por quê. Se uma parte delas tivesse continuado, a distribuição dos motivos poderia mudar, e não há como saber em qual direção.
O motivo é o do filtro, não a decisão jurídica. Desqualificado aqui quer dizer que o caso não passou nos critérios combinados com o escritório contratante, não que a pessoa não tenha direito. Essa análise é do advogado, e nunca nossa.
A gente publica o dado porque ele é o trabalho.
Se o seu escritório trabalha com BPC/LOAS, esses 130 casos de acumulação vedada são o tempo que o seu time gastaria descobrindo no telefone o que uma pergunta descobre em treze minutos.
Operação completa com tráfego, IA e CRM.
Ver como funciona a qualificação de bpc/loas ou ver todos os estudos publicados. Leia também o estudo especial que põe as quatro escadas de julho lado a lado: a pergunta que decide quase nunca é a primeira.