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Leads para advogados Estudos Negativação Indevida Julho de 2026

Dados próprios · 906 conversas · julho de 2026

A dívida é quase sempre real.

Analisamos 906 conversas de qualificação em negativação indevida. Das que não viraram caso, a maioria esmagadora caiu porque a própria pessoa reconheceu a dívida no meio da conversa.

Publicado em 7 de agosto de 2026

69,0%

das desqualificações
187 de 271

A própria pessoa reconhece a dívida e admite que não pagou. Não é erro de cadastro, não é fraude, não é cobrança em duplicidade: é dívida real em aberto. Sozinho, esse motivo responde por quase sete de cada dez descartes, e por 20,6% de todo mundo que inicia a conversa.

Metodologia

Como o número foi apurado.

Estudo com dado próprio de operação. Toda contagem sai de código sobre os registros brutos, com denominador explícito em cada taxa.

Amostra
906 conversas de qualificação na tese de negativação indevida
Período
Conversas iniciadas em julho de 2026, mês fechado
Maturidade
Desfechos apurados em 7 de agosto de 2026, então toda conversa teve no mínimo 7 dias para chegar a um desfecho
Fuso
Todos os horários em São Paulo, UTC-3
Origem
Anúncios no Meta que abrem conversa no WhatsApp, em várias regiões do país
Abandono
Conversa sem nenhuma mensagem nova há mais de 48 horas no momento da extração

Nota sobre normalização de rótulos. Dos 271 casos desqualificados, 29 vieram de versões mais antigas do roteiro, em que o motivo era escrito em texto livre em vez de escolhido numa lista fechada. O resultado foi previsível: 35 rótulos distintos para descrever, no fundo, quatro situações.

Esses rótulos foram agrupados por palavra-chave nas mesmas famílias usadas para os padronizados. Se a normalização fosse omitida, o motivo que lidera apareceria menor do que é, diluído em dezenas de variações de si mesmo.

906conversas iniciadas em julho
271desqualificadas com motivo registrado
201qualificadas e entregues
350pararam de responder e não voltaram

Os percentuais deste estudo usam dois denominadores distintos e sempre declarados: sobre o total de desqualificações (271) quando o assunto é composição dos motivos, e sobre o total de conversas iniciadas (906) quando o assunto é frequência no funil inteiro.

O achado

Por que os casos morrem.

35 rótulos distintos foram registrados no período. Agrupados pelo que de fato derruba o caso, eles viram quatro famílias.

Reconhece a dívida e não pagou187 · 69,0%
Não há negativação registrada56 · 20,7%
Ainda não foi negativado18 · 6,6%
Fora do escopo atendido6 · 2,2%
Outros e inconclusivos4 · 1,5%

Percentuais sobre as 271 desqualificações registradas no período.

O padrão é o mesmo em quase todos os casos: a pessoa vê o anúncio sobre negativação indevida, reconhece a própria situação no nome sujo, e só no meio da conversa aparece que a dívida existe, é dela, e não foi paga. Não há indevido nenhum, há uma cobrança correta que incomoda.

A segunda família é diferente e igualmente comum: não existe negativação registrada. A pessoa está sendo cobrada, recebe ligação e mensagem, e chama isso de nome sujo. Cobrança não é negativação, e sem registro no órgão de proteção ao crédito não há o dano que sustenta a tese.

Somadas, essas duas situações explicam quase 90% de tudo que é descartado. Nenhuma das duas é detectável pelo anúncio, e nenhuma das duas a pessoa esconde: ela conta, quando perguntada direito.

Desfecho

Onde param as 906 conversas.

Conversa parada há mais de 48 horas sem nenhuma mensagem nova conta como abandono. É o corte declarado na extração, e ele separa o que ainda está vivo do que já acabou sem dizer que acabou.

Deslize para o lado para ver a tabela completa.

DesfechoCasos% das 906
Parou de responder e não voltou35038,6%
Desqualificado com motivo registrado27129,9%
Qualificado e entregue ao escritório20122,2%
Sem mensagem registrada839,2%
Conversa ainda viva na extração10,1%

O abandono é normal em qualquer captação por anúncio. O que muda a leitura é onde ele acontece: 164 das 350 pessoas, ou 46,9%, abandonaram antes de dar a primeira resposta própria. Elas clicaram no anúncio, a conversa abriu e nunca foi respondida. Outras 133, ou 38,0%, responderam uma vez e pararam no primeiro degrau.

Isso derruba a explicação mais confortável, a de que a triagem espanta o cliente. Quem some, some antes de a triagem começar. E a mediana de tempo parado entre as abandonadas é de 555 horas, mais de três semanas: não são conversas que vão voltar.

Comportamento do público

Quando essas pessoas procuram ajuda.

36,0%iniciaram a conversa entre 19h e 8h, fora do horário comercial
25,1%iniciaram no sábado ou no domingo
18 mintempo mediano entre a primeira mensagem e o desfecho
6,5%das respostas passam de 300 caracteres, sinal de áudio transcrito

Uma fatia relevante procura ajuda quando o escritório está fechado, e um quarto no fim de semana. O tempo mediano até o desfecho mostra que quem responde na hora resolve na hora.

O funil

Onde a conversa se perde.

Cada degrau é um critério confirmado pela própria pessoa. As taxas são de sobrevivência: cada uma sobre o degrau anterior.

Deslize para o lado para ver a tabela completa.

EtapaSobre a etapa anteriorSobre as 906
Deu a primeira resposta própria, além do disparo do anúncio74,0%74,0%
Confirmou o segundo critério da escada65,9%48,8%
Confirmou o terceiro critério53,3%26,0%

Um quarto das pessoas não passa da primeira resposta. A queda mais cara está entre o segundo e o terceiro critério, onde quase metade dos que chegaram perto não fecha, e é ali que mora o reconhecimento da dívida.

A escada desta tese mudou de formato durante o mês, então a leitura acima cobre os três primeiros degraus, que são comuns a todas as versões rodadas em julho.

Honestidade sobre o dado

O que este estudo não prova.

É uma operação, não o mercado. Os 906 casos vêm de campanhas nossas, com criativos nossos, em regiões definidas por contratos com escritórios específicos. Outra operação, com outro anúncio e outro público, pode ter distribuição diferente.

Um mês é pouco. O período não cobre sazonalidade e não permite afirmar tendência. É uma fotografia, não um filme.

O roteiro mudou dentro do mês. Oito versões diferentes do roteiro rodaram em julho, e a taxa de desqualificação variou entre 21,1% e 57,9% conforme a versão, sendo que as maiores variações vêm de versões com poucas dezenas de conversas. As perguntas não foram idênticas para todos, e parte da variação nos desfechos vem daí, não do público.

O abandono não tem motivo registrado. As 350 conversas que pararam de responder saíram sem dizer por quê. Se uma parte delas tivesse continuado, a distribuição dos motivos poderia mudar, e não há como saber em qual direção.

O motivo é o do filtro, não a decisão jurídica. Desqualificado aqui quer dizer que o caso não passou nos critérios combinados com o escritório contratante, não que a pessoa não tenha direito. Essa análise é do advogado, e nunca nossa.

A gente publica o dado porque ele é o trabalho.

Se o seu escritório trabalha com negativação indevida, esses 187 casos de dívida reconhecida são o tempo que o seu time gastaria descobrindo no telefone o que uma pergunta descobre em dezoito minutos.

Operação completa com tráfego, IA e CRM.

Ver como funciona a qualificação de negativação indevida ou ver todos os estudos publicados. Leia também o estudo especial que põe as quatro escadas de julho lado a lado: a pergunta que decide quase nunca é a primeira.

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