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Leads para advogados Estudos Auxílio-Acidente Mercado

Fontes públicas · Previdência, Senado, TCU e Lei 8.213 · ref. ago/2026

O mercado que se renova todo mês.

99.235 auxílios-acidente concedidos em 2025, alta de 30,5% em um ano, num país que nega benefícios como nunca. Dimensionamos o mercado desta tese só com fontes públicas, e deixamos a conta dos honorários aberta pra você colocar as suas premissas.

Publicado em 8 de agosto de 2026

Retrovisor de moto refletindo um trabalhador de capacete num canteiro de obras
Imagem produzida para este estudo
Resumo executivo

O mercado, em quatro números.

O que um previdenciarista precisa saber antes de decidir onde investir captação.

99.235auxílios-acidente concedidos em 2025, crescendo 30,5% ao ano
8,3 milcasos novos concedidos por mês, em média, no país
4,9%dos acidentes de trabalho viram auxílio-acidente: o funil é brutal
>10%das negativas de benefícios por incapacidade foram indevidas, segundo o TCU
Metodologia

Como este estudo foi montado.

Todos os números vêm de fontes públicas citadas em cada seção, refeitos por código, com o ano de referência declarado. Onde entra premissa, ela é rotulada e a conta fica aberta.

Quatro famílias de fonte sustentam a página: as concessões de auxílio-acidente do Ministério da Previdência Social (2024 e 2025), o Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho (AEAT 2024, o último anuário consolidado publicado), os indeferimentos dos Boletins Estatísticos da Previdência e a auditoria do Tribunal de Contas da União sobre negativas de benefícios por incapacidade, e os parâmetros legais do benefício (Lei 8.213/91 e a Portaria MPS/MF 13/2026). Cada número carrega o próprio ano, porque as bases fecham em momentos diferentes. O único dado nosso é a camada de conversa do estudo de julho, que já está publicado nesta mesma seção do site.

Capacete de obra e luva de trabalho sobre bancada de madeira
O mercado em 2025

As duas portas cresceram. Uma delas, três vezes mais rápido.

Quase cem mil casos concedidos em um ano.

52.441B36, a porta previdenciária (trânsito e outros acidentes), alta de 50,8%
46.794B94, a porta do acidente de trabalho, alta de 13,5%
76.015o total de 2024, base da comparação
+30,5%o crescimento do mercado inteiro em um ano

O auxílio-acidente tem duas portas de entrada: o B94, quando a sequela vem de acidente de trabalho, e o B36, quando vem de qualquer outro acidente, como os de trânsito. Em 2025 as duas cresceram, e a previdenciária cresceu mais de três vezes mais rápido. Quem olha só pro acidente de trabalho enxerga menos da metade do mercado, e a metade que cresce mais devagar. Todo mês, o país produz uma safra nova de milhares de casos concedidos, com ou sem advogado envolvido.

Fonte: Ministério da Previdência Social, concessões 2024 e 2025 por espécie.

O funil do trabalho

De cada 100 acidentes de trabalho, 5 viram auxílio-acidente.

A comparação limpa usa só a porta acidentária: acidentes de trabalho do AEAT contra concessões B94.

Deslize para o lado para ver a tabela completa.

BaseRegistrosTaxa
Acidentes de trabalho em 2024 (AEAT)834.048100%
Auxílios-acidente B94 concedidos em 202441.2384,9%

É um acidente a cada 46 segundos. A distância entre as duas linhas não é toda mercado: boa parte dos acidentes não deixa sequela permanente, e parte dos acidentados não era segurada. Mas ela também não é toda legítima. A alta de 30,5% nas concessões em 2025 mostra que, quando mais gente pede do jeito certo, mais se concede: parte do funil é destravável por orientação. E o custo do problema é público: R$ 15 bilhões por ano em benefícios acidentários, segundo o Senado Federal, dos quais R$ 453 milhões em auxílios-acidente B94 concedidos só em 2024.

Um exercício aritmético sobre os números públicos, declarado como cenário: se a taxa de concessão B94 sobre acidentes de trabalho subisse de 4,9% para 6%, seriam cerca de 8,8 mil casos a mais por ano, sem contar a porta previdenciária.

E há uma camada estrutural que os dados do trabalho explicam: quase 4 em cada 10 ocupados no Brasil estão na informalidade (taxa anual de 38,1% em 2025, IBGE/PNAD Contínua), e mesmo entre os formais, contribuinte individual (autônomos e MEI) e facultativo não têm direito ao auxílio-acidente pela Lei 8.213. Parte do funil não é falha de orientação: é gente que o benefício não alcança. O resto da distância é onde a triagem certa muda o jogo.

Funil de aço com pequenas esferas caindo, fundo escuro

Fontes: AEAT 2024 (Ministério da Previdência Social); custo acidentário: Senado Federal (2023).

O mercado das negativas

E o país está dizendo não como nunca.

A camada que quase ninguém dimensiona: os pedidos que voltam negados, e a fatia deles que não deveria ter voltado.

668,6 milindeferimentos por mês no INSS, na média de janeiro a maio de 2026, somando todos os benefícios
+70%sobre a média mensal de 2025, que era de cerca de 395 mil
>10%dos benefícios por incapacidade analisados pelo TCU foram negados indevidamente (2023-24)
1 em 10cada negativa indevida é um caso jurídico esperando quem o encontre

Os indeferimentos são de todos os benefícios, não só do auxílio-acidente, e o próprio boletim aponta os benefícios por incapacidade entre os mais afetados pela onda de negativas de 2026. A auditoria do TCU dá a régua da qualidade dessas decisões: mais de um em cada dez pedidos de incapacidade analisados foi negado indevidamente. Pro advogado, isso descreve um segundo mercado inteiro, o das reversões, que a conta de concessões desta página nem toca.

Arquivo com fileiras de prateleiras de pastas e um documento carimbado em primeiro plano
Imagem produzida para este estudo (fotografia gerada sob direção de arte).

Fontes: Boletins Estatísticos da Previdência Social (2025-2026); Tribunal de Contas da União, auditoria sobre benefícios por incapacidade (2023-2024).

Quanto vale um caso

O valor não é opinião: está na lei.

Auxílio-acidente é 50% do salário de benefício, de natureza indenizatória, pago até a aposentadoria.

R$ 810,50benefício mínimo mensal em 2026 (50% do piso)
R$ 4.237benefício máximo mensal em 2026 (50% do teto)
R$ 9,7 milo que valem 12 parcelas vincendas no piso
R$ 50,8 milo que valem 12 parcelas vincendas no teto

O honorário contratual é um percentual do proveito econômico do cliente, tipicamente calculado sobre as parcelas atrasadas e uma janela de vincendas. Esta página não fixa percentual nem ticket: a seção seguinte deixa a conta aberta pra você usar os seus números.

Códigos de couro e óculos de leitura sob luminária de latão

Fontes: Lei 8.213/91, art. 86; Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, de 9 de janeiro de 2026.

A conta aberta

Honorários por mês no país: multiplique você mesmo.

O multiplicador é público. O honorário médio por caso é premissa sua.

honorários/mês = 8,3 mil concessões novas × honorário médio por caso

R$ 17 mi/mêscom honorário médio de R$ 2 mil por caso (premissa ilustrativa)
R$ 33 mi/mêscom honorário médio de R$ 4 mil por caso (premissa ilustrativa)
R$ 50 mi/mêscom honorário médio de R$ 6 mil por caso (premissa ilustrativa)
+ dois mercados fora da contaas negativas revertíveis e quem tinha direito e nunca pediu

Os três cenários são ilustrativos, ancorados na faixa legal da seção anterior: entre o piso e o teto, só as 12 vincendas de um caso variam de R$ 9,7 mil a R$ 50,8 mil. Cada escritório conhece o próprio mix de salários de benefício e o próprio contrato; a conta existe pra receber esses números, não pra substituí-los.

Onde o caso se perde

O gargalo não é falta de acidente. É triagem.

Aqui entra o único dado nosso, do estudo publicado com 968 conversas reais.

70,9%das desqualificações caem numa pergunta só: a situação junto ao INSS na data do acidente
44,8%dos leads chegam entre 19h e 8h, fora do horário comercial
24,9%das conversas viram caso entregue, na nossa taxa publicada
33 milconversas por mês pra originar um caso qualificado por concessão do país

Cobrir a safra mensal de 8,3 mil concessões exigiria cerca de 1,1 mil conversas por dia, todos os dias, com a pergunta decisiva feita cedo, no momento em que a pessoa está disposta a responder. É um problema de máquina de conversa, não de planilha, e é exatamente o problema que a gente estuda em público.

Fonte: estudo próprio com 968 conversas de auxílio-acidente, julho de 2026.

Painel AllService AI com funil de conversas e casos entregues
O destino da triagem: o caso pronto no painel. Leads e dados fictícios (padrão LGPD).
Honestidade sobre o dado

O que este estudo não prova.

Concessão não é contratação: os 99.235 casos de 2025 incluem gente que pediu sozinha, pelo Meu INSS, sem advogado. Os indeferimentos de 668,6 mil por mês somam todos os benefícios do INSS, não só o auxílio-acidente, e a auditoria do TCU cobre benefícios por incapacidade entre 2023 e o início de 2024: os dois entram como régua de contexto, não como recorte da tese. O funil de 4,9% compara bases de anos e naturezas distintas por necessidade: o AEAT 2024 é o último anuário consolidado, as concessões de 2025 vêm do Ministério, e os valores do benefício são os vigentes de 2026; cada número carrega o próprio ano no texto. A porta B36 inclui acidentes que não são de trabalho, por isso ela fica fora do funil e dentro do mercado. E as premissas de honorário são do leitor: a página entrega o multiplicador e a faixa legal, nunca o ticket.

Conteúdo informativo, dirigido a advogados. Sem promessa de resultado.

Fontes

Tudo citado, tudo conferível.

Concessões de auxílio-acidente 2024 e 2025 (B36 e B94): Ministério da Previdência Social. Acidentes de trabalho: Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho, AEAT 2024, Ministério da Previdência Social. Indeferimentos: Boletins Estatísticos da Previdência Social, 2025 e 2026. Negativas indevidas: Tribunal de Contas da União, auditoria sobre benefícios por incapacidade, 2023-2024. Custo anual dos benefícios acidentários: Senado Federal (2023). Parâmetros do benefício: Lei 8.213/91, art. 86; Portaria Interministerial MPS/MF nº 13/2026. Informalidade: IBGE, PNAD Contínua, taxa anual de 2025. Camada de conversa: estudo próprio, 968 conversas, julho de 2026.

O estudo das conversas, com metodologia aberta e funil degrau a degrau, está em auxílio-acidente: o estudo de julho.

Próximo passo

A safra existe. A pergunta é quem conversa com ela.

Se a leitura fez sentido, o passo natural é ver como uma triagem por conversa captura essa demanda: a pergunta decisiva cedo, em qualquer horário, com o caso chegando pronto no painel.

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