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AllService AI Estudos Eleições e o custo do lead

Fonte pública · TSE, IAB Brasil e Ibope, Divulgacand e imprensa sobre dados do TSE · ref. out/2026

A eleição entrou no leilão.
O seu custo por lead não precisa ir junto.

As eleições de 2026 disputaram o leilão dos anúncios da Meta até 22 de outubro, último dia de impulsionamento pago, antes do segundo turno. Na conta da AllService AI, a parcial de ao menos R$ 236 milhões declarada até 2 de outubro, dividida pelos 47 dias do primeiro turno, equivale a 7,8% da verba diária de redes sociais.

Publicado em 15 de setembro de 2026. Revisado em 27 de outubro de 2026.

Gestor de tráfego de costas diante de dois monitores com painéis desfocados, num escritório à noite
Resumo executivo

A eleição, em quatro números.

Fundo eleitoral, janela de campanha e o mercado que já disputa o mesmo feed.

R$ 4,9 bide Fundo Especial de Financiamento de Campanha em 2026, distribuído a 30 partidos pelo TSE
47 diasde propaganda paga na internet no primeiro turno, de 16 de agosto a 1º de outubro; no segundo turno, de 5 a 22 de outubro de 2026 (Resolução TSE 23.760/2026)
R$ 104 mide fundo por dia de campanha, contra R$ 64 milhões por dia que o mercado brasileiro gasta em anúncio social
3%de tudo que as campanhas gastaram em 2024 foi para o Facebook, quase R$ 200 milhões, o maior fornecedor daquela eleição

O fundo eleitoral, os R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha citados no título, é o caixa público das campanhas, não verba de anúncio, e ele paga marqueteiro, gráfica, avião e advogado antes de pagar anúncio. Mesmo assim, a parte que vira impulsionamento entra no mesmo leilão em que o seu anúncio de WhatsApp disputa cada impressão. Este estudo mede o tamanho dessa entrada, com premissas declaradas, e mostra, numa conta com aumento hipotético de CPM, o que esse aumento faz com o custo por lead de quem comprou mídia em setembro e outubro de 2026.

Fontes: TSE, distribuição do FEFC 2026 (3 de junho de 2026) e calendário eleitoral (Resolução 23.760/2026); IAB Brasil e Ibope, Digital Adspend 2026, ano-base 2025; Divulgacand do TSE, compilado pelo Estadão em janeiro de 2025. Contas refeitas por código sobre esses números.

Revisado em 27 de outubro de 2026. O primeiro turno foi em 4 de outubro de 2026, e o segundo, em 25 de outubro de 2026, último domingo do mês, como manda a Constituição (artigos 28 e 77): segundo turno votado para presidente; para governador, marcado em cinco estados e no Distrito Federal. O impulsionamento pago voltou às 17h de 5 de outubro e circulou até 22 de outubro de 2026; de 23 a 26 de outubro de 2026, a circulação paga ficou vedada, pelo calendário do TSE. Cada candidato a presidente podia gastar até R$ 44,4 milhões no segundo turno, metade do teto do primeiro. Até 18 de outubro de 2026, as campanhas tinham destinado ao menos R$ 288,7 milhões diretamente à Meta, no levantamento do g1 nas prestações de contas ao TSE; a parcial de 14 de outubro, na Folha de S.Paulo, era de R$ 282,4 milhões, a de 2 de outubro, no levantamento da Veja, de ao menos R$ 236 milhões, e o total de 2022, R$ 129 milhões.

O leilão voltou ao normal depois do segundo turno?

Esta revisão não mediu o CPM de mercado depois da votação, e nenhuma das fontes lidas em 27 de outubro de 2026 o mede. O que as fontes sustentam é a regra de saída da demanda eleitoral paga: a circulação paga terminou em 22 de outubro, e de 23 a 26 de outubro as plataformas deviam interromper os anúncios eleitorais, "mesmo quando a contratação tiver sido realizada antes do prazo", segundo o Poder360 sobre o calendário do TSE. Na Meta, a restrição foi além das campanhas: pelo texto da empresa reproduzido pelo g1, uma determinação judicial também significou que entidades governamentais, ONGs, veículos de imprensa e grupos que anunciam sobre temas sociais "não poderão exibir esses anúncios no Brasil a partir de segunda-feira, 19 de outubro, até depois do segundo turno, em 25 de outubro". A data em que essa restrição terminou não foi lida.

A conta do custo por lead vale também se o CPM cair: com o mesmo criativo e o mesmo público, um CPM 10% mais barato compra 1 dividido por 0,9 das impressões de antes, ou seja, 111,1%, e entrega 11,1% mais leads pela mesma verba. Para a sua conta, a resposta sai da comparação do CPM de novembro com o de antes de 16 de agosto, com o mesmo criativo e o mesmo público.

Correção da revisão de 17 de outubro. A lista de governador mudou: o TSE anulou em 8 de outubro de 2026 os votos de Anthony Garotinho no Rio de Janeiro, Douglas Ruas passou de 50% dos votos válidos, e o Rio deixou de ter segundo turno.

Primeiro turnoO que aconteceFonte
16 de agosto a 1º de outubro de 2026Propaganda paga ou impulsionada na internet liberada; depois, vedada até 5 de outubroResolução TSE 23.760/2026
4 de outubro de 2026, domingoPrimeiro turno; publicação de conteúdo novo e impulsionamento na internet proibidos no diaConstituição, art. 77; Lei 9.504/1997, art. 39, § 5º, IV
3 de novembro de 2026, terça-feiraÚltimo dia para as prestações de contas do primeiro turnoResolução TSE 23.760/2026

No segundo turno, a janela paga foi de 18 dias, da tarde de 5 de outubro ao dia 22, e o calendário só fecha com as contas dos dois turnos, em novembro.

Segundo turno: campanhaO que aconteceFonte
5 de outubro de 2026, segunda-feira, 17hPropaganda paga na internet voltou a circular, até 22 de outubroResolução TSE 23.760/2026
22 de outubro de 2026, quinta-feiraÚltimo dia de circulação paga ou impulsionada; a vedação foi até 26 de outubroResolução TSE 23.760/2026; Resolução TSE 23.610/2019, art. 29, § 11; Poder360, 22 de outubro de 2026

Depois do último dia pago vieram a votação, em 25 de outubro, e o prazo das contas de quem disputou o segundo turno, que ainda corre.

Segundo turno: votação e contasO que aconteceFonte
25 de outubro de 2026, domingoSegundo turno votado para presidente; para governador, marcado em cinco estados e no Distrito FederalConstituição, arts. 28 e 77; Agência Brasil, 4 e 25 de outubro de 2026; Correio da Manhã, 8 de outubro de 2026
14 de novembro de 2026, sábadoÚltimo dia para as prestações de contas dos dois turnos, de quem disputou o segundo turnoResolução TSE 23.760/2026

O calendário é o da Resolução TSE 23.760/2026, lido em 17 de outubro de 2026 na reprodução do texto do portal do TSE publicada pelo Poder360, porque o portal do TSE não abriu em leitura automatizada; a Constituição e a Lei 9.504/1997 foram relidas no Planalto no mesmo dia. A lista de governador é a da Agência Brasil de 4 de outubro (Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins), menos o Rio de Janeiro, onde o TSE anulou em 8 de outubro os votos de Anthony Garotinho, segundo o Correio da Manhã e o Movimento Econômico. O teto de gastos é o da portaria do TSE de 21 de julho de 2026, lido no Poder360. Na revisão de 27 de outubro de 2026, o portal do TSE devolveu 403 e não foi contornado: as datas de 22 a 26 de outubro foram conferidas na reportagem do Poder360 de 22 de outubro sobre o calendário do TSE, a votação de 25 de outubro na Agência Brasil, e a Constituição (artigos 28 e 77) foi relida no Planalto.

O leilão

Por que o dinheiro da campanha muda o seu preço.

O fundo, o mercado e a fatia que virou anúncio na última eleição.

Fundo e janelaValorFonte e ano
Fundo eleitoral 2026dinheiro público, 30 partidosR$ 4,9 bilhõesTSE, junho de 2026
Janela de impulsionamento pago no primeiro turno16 de agosto a 1º de outubro47 diasResolução TSE 23.760/2026
Fundo por dia de campanhaR$ 104 milhõesconta sobre os dois anteriores

Do outro lado da conta está o mercado que já disputa o mesmo feed, e a fatia do gasto de campanha que foi para o Facebook na última eleição.

MercadoValorFonte e ano
Publicidade digital no Brasil em 2025R$ 42,7 bilhõesIAB Brasil e Ibope, 2026
Só redes sociais55% do digitalR$ 23,5 bilhões, R$ 64 milhões por diaconta sobre o IAB
Fundo por dia sobre social por dia1,6 vezconta
Parcela do gasto de campanha que foi para o Facebook em 2024eleição municipal, R$ 6,6 bilhões no total3%, quase R$ 200 milhõesDivulgacand/TSE, Estadão, janeiro de 2025

A publicidade paga na internet ficou liberada para candidatos, partidos e federações de 16 de agosto a 1º de outubro, voltou em 5 de outubro para o segundo turno e valeu até 22 de outubro de 2026; o Google não aceita anúncio eleitoral no Brasil desde 2024, veto mantido em 2026. O maior destino do dinheiro de campanha que vira anúncio é a Meta, e o Facebook foi o maior fornecedor das campanhas em 2022 e em 2024. É o mesmo feed em que roda o seu anúncio.

Num leilão de anúncios com lógica próxima à do leilão de segundo preço, o preço de quem vence depende do lance de quem fica logo atrás. A consequência prática: um anunciante grande, com público amplo e prazo curto, não precisa vencer você. Basta ficar em segundo em milhões de leilões para você pagar mais em cada um deles.

Multidão em praça ao entardecer com bandeiras sem texto, vista de uma sacada alta
Imagem produzida para este estudo (fotografia gerada sob direção de arte)

Fontes: TSE, "Eleições 2026: propaganda eleitoral nas ruas e na internet começa neste domingo (16)", 13 de agosto de 2026; nota do Google sobre anúncios eleitorais, 31 de maio de 2026; Estadão, 22 de janeiro de 2025, sobre dados do Divulgacand.

Quanto vira anúncio

A fatia que entra no leilão, em três cenários.

Nem todo o fundo vira anúncio. A conta abaixo diz quanto entra, e declara a premissa de cada linha.

CenárioEm 47 diasPor diaDemanda nova no leilão social
3% do fundoa mesma parcela que foi para o Facebook em 2024R$ 147 milhõesR$ 3,1 milhões5% do mercado social diário
3% do gasto total no padrão de 2024campanhas gastam mais que o fundo: R$ 6,6 bilhões em 2024R$ 198 milhõesR$ 4,2 milhões6,5%
5% do fundopremissa: sem o Google, a fatia da Meta cresce; em 2022 o Google tinha 39% do par com o Facebook na parcial de setembroR$ 245 milhõesR$ 5,2 milhões8%
Parcial declarada de 2026pagamentos à Meta nas prestações de contas ao TSE, levantados pela revista Veja e noticiados em 2 de outubro; a prestação segue abertaao menos R$ 236 milhõesR$ 5,0 milhões7,8%

Cinco a oito por cento de demanda nova parece pouco perto do número redondo do fundo, e é exatamente por isso que o número redondo não serve para prever CPM. O que pode mudar o preço não é a média, é a concentração: se o dinheiro entra em público amplo, sem otimizar para custo por ação, e se concentra nas últimas semanas antes do voto, pesa mais do que a média indica; nenhuma fonte lida mede essa concentração. Num leilão com essa lógica, demanda que não se importa com o preço é a que mais o move.

A parcial de 2022 (Facebook com R$ 52,95 milhões e Google com R$ 34,19 milhões até 29 de setembro, segundo a Gazeta do Povo, sobre dados do TSE) é a medida da divisão entre as duas plataformas, numa eleição geral recente, lida por este estudo. A parcial de 2026 vem de levantamento da revista Veja nas prestações de contas ao TSE, noticiado pelo Poder360 em 2 de outubro de 2026: ao menos R$ 236 milhões pagos à Meta. Equivale a 4,8% do fundo e, dividida pelos 47 dias do primeiro turno, fica entre o segundo e o terceiro cenário; a prestação de contas segue aberta e o valor pode aumentar.

Cada levantamento lido trouxe um valor maior, com métodos diferentes, e a diferença entre eles não mede o gasto no intervalo. No levantamento do g1, com arquivos do TSE gerados em 18 de outubro de 2026, as campanhas destinaram ao menos R$ 288,7 milhões diretamente à Meta, e o g1 avisa: "O valor considerado é um piso." Na conta da AllService AI, os R$ 282,4 milhões pagos diretamente à Meta até 14 de outubro de 2026, somados aos R$ 99 milhões pagos à DLocal para impulsionamento, chegam a R$ 381,4 milhões; parte do que a DLocal recebeu pode não ter ido para a Meta.

Pago à Meta, eleições anterioresValorFonte
Eleição geral de 2022, inteiraR$ 129 milhõesPoder360, 2 de outubro de 2026, com levantamento da Veja
Eleição municipal de 2024quase R$ 200 milhões; R$ 201 milhões na conta da VejaEstadão, janeiro de 2025; Poder360

Em 2026, as três parciais lidas até aqui já passam o total de 2022.

Pago à Meta, 2026ValorFonte
2026, parcial de 2 de outubroprimeiro turnoao menos R$ 236 milhõesPoder360, com levantamento da Veja
2026, parcial de 14 de outubro de 2026desde agostoR$ 282,4 milhões diretosFolha, 16 de outubro de 2026
2026, parcial de 18 de outubro de 2026pagamento direto ao CNPJ da Meta, pisoao menos R$ 288,7 milhõesg1, 20 de outubro de 2026

A parcial de 14 de outubro vem da Folha de S.Paulo, com dados do TSE, e soma o que as candidaturas declararam do início da campanha, em agosto, até aquela quarta-feira. À parte, a DLocal, empresa de pagamentos, recebeu R$ 99 milhões para impulsionamento de conteúdo, que também é feito nas redes da Meta segundo a Folha; esses não são pagamento direto à Meta. A parcial de 14 de outubro não separa o gasto do segundo turno, e a data da declaração não é a data em que o anúncio rodou. O subtítulo da reportagem traz R$ 282,5 milhões; esta página usa o número do corpo do texto, R$ 282,4 milhões. Na conta da AllService AI, a parcial direta é 2,2 vezes o total de 2022, numa comparação entre levantamentos diferentes (Folha em 2026, Veja em 2022). A parcial de 18 de outubro vem do g1, que somou só os pagamentos ao CNPJ da Meta no Brasil nas prestações de contas de candidatos, sem diretórios partidários, anúncios pagos por apoiadores nem agências; é outro levantamento, e a diferença para a Folha não mede o gasto entre 14 e 18 de outubro.

A conta

Cada 10% de CPM são 9,1% menos leads.

A aritmética do custo por lead não depende da eleição. Depende só de criativo e público não mudarem.

Custo por lead é o CPM dividido por mil, pela taxa de clique e pela taxa de conversão. Se o criativo e o público continuam os mesmos, o custo por lead sobe na mesma proporção do CPM, e a verba fixa compra menos impressões: com CPM 10% mais caro, a mesma verba compra 1 dividido por 1,1 das impressões de antes, ou seja, 90,9%. São 9,1% menos cliques, menos conversas e menos leads, sem nenhum erro de campanha para corrigir.

A tabela ao lado refaz a conta para quatro tamanhos de aumento. Ela não diz quanto o seu CPM variou em outubro nem depois da votação; diz o que cada ponto de subida faz com o volume de leads de quem paga a mídia por verba aplicada. A outra decisão de calendário do anunciante, pausar ou não no fim de semana e no feriado, está medida com dado de operação em Vale pausar o anúncio no fim de semana e no feriado?.

Mãos anotando números num caderno ao lado de um notebook com gráfico desfocado na tela
Imagem produzida para este estudo (fotografia gerada sob direção de arte)
CPM sobeImpressões pela mesma verbaLeads pela mesma verba
10%90,9% das de antes9,1% a menos
20%83,3%16,7% a menos
30%76,9%23,1% a menos
50%66,7%33,3% a menos

Conta: leads pela mesma verba = 1 dividido por (1 + aumento do CPM), com taxa de clique e taxa de conversão constantes. Premissa declarada, não medição.

O contrato

Quem paga a diferença quando o CPM sobe.

Três coisas para conferir no seu contrato de mídia, na eleição e fora dela.

1. O que está fixado. A verba que você deposita, ou o lead que você recebe. Contrato por verba aplicada transfere o leilão inteiro para o seu caixa; contrato por lead entregue deixa o leilão do lado de quem vende.

2. Quem paga a diferença quando o CPM sobe. Você, com menos leads pela mesma verba, ou o fornecedor, com menos margem no mesmo preço combinado.

3. O que chega no seu WhatsApp. Um clique, que ainda precisa virar conversa, ou o lead qualificado, com o caso resumido e pronto para o atendimento.

Na AllService, tráfego, IA e CRM operam em conjunto e em sincronia, com preço personalizado, montado com o cliente e fechado por escrito antes de começar. O leilão de outubro é por nossa conta: o combinado não muda quando o CPM sobe, e o que chega ao cliente é o lead qualificado, com o caso resumido, não o clique. A comparação com fornecedores separados é de mecanismo, não de preço. Quem precisa marcar a categoria de anúncio especial no Brasil está em categoria de anúncio especial.

Perguntas frequentes

Eleição e anúncio, em perguntas.

O que quem compra tráfego perguntou em outubro de 2026, com a resposta revisada em 27 de outubro.

As eleições aumentam o custo do anúncio na Meta e no Google?

Na Meta, puderam aumentar enquanto o impulsionamento eleitoral pago circulou, até 22 de outubro de 2026, porque ele entrou no mesmo leilão do seu anúncio: até 14 de outubro, as campanhas declararam ao TSE R$ 282,4 milhões pagos diretamente à Meta, segundo a Folha de S.Paulo, e até 18 de outubro, ao menos R$ 288,7 milhões, segundo o g1. Na conta da AllService AI, os R$ 236 milhões declarados no primeiro turno, divididos pelos 47 dias, equivalem a 7,8% da verba que o mercado brasileiro gasta por dia em redes sociais: é fatia da verba, não variação de preço. No Google, a política do Google Ads proíbe o anúncio político-eleitoral no Brasil, e essa disputa não entra no leilão. O estudo não mediu o CPM de mercado.

Depois do segundo turno, o custo do anúncio volta ao normal?

Nenhuma fonte lida nesta revisão mediu o CPM depois da votação, e o estudo também não mediu. O que as fontes sustentam é que a demanda eleitoral paga tinha de sair do leilão antes do voto: a circulação paga terminou em 22 de outubro de 2026 e ficou vedada de 23 a 26 de outubro. Na Meta, por determinação judicial, segundo o texto da empresa reproduzido pelo g1, anúncios sobre temas sociais de entidades governamentais, ONGs, imprensa e outros grupos fora das campanhas ficaram suspensos de 19 de outubro até depois do segundo turno; a data do fim dessa restrição não foi lida. Para a sua conta, a resposta sai da comparação do CPM de novembro com o de antes de 16 de agosto, com o mesmo criativo e o mesmo público.

Até quando a eleição pesou nos anúncios em 2026?

O impulsionamento eleitoral pago pôde circular até 22 de outubro de 2026, quinta-feira, último dia de circulação paga do segundo turno pelo calendário do TSE (Resolução 23.760/2026). De 23 a 26 de outubro de 2026, a circulação paga ficou vedada, e as plataformas deviam interromper os anúncios eleitorais mesmo contratados antes do prazo, segundo o Poder360. O segundo turno foi votado em 25 de outubro de 2026.

No segundo turno, a eleição pesou só onde houve segundo turno?

Para governador, sim: pela lista da Agência Brasil de 4 de outubro, sem o Rio de Janeiro, o segundo turno estava marcado em cinco estados (Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins) e no Distrito Federal; a apuração estadual de 25 de outubro não foi lida. A disputa para presidente foi nacional, e o impulsionamento dela pôde rodar no país inteiro até 22 de outubro de 2026. Cada candidato a presidente podia gastar até R$ 44,4 milhões no segundo turno, metade dos R$ 88,9 milhões do primeiro, segundo o Poder360 sobre a portaria de limites do TSE.

Vale pausar a campanha de anúncios durante a eleição?

Depende de quanto o lead vale para o escritório, e a conta é aritmética: com criativo e público iguais, um CPM 10% mais caro compra 90,9% das impressões e entrega 9,1% menos leads pela mesma verba. Pausar só compensa se esse custo passar do que o caso vale. Quem paga por verba aplicada absorve a diferença; quem paga por lead entregue, não. Em 2026, a janela paga das campanhas terminou em 22 de outubro.

Quando saem os números fechados do gasto das campanhas com a Meta?

Depois da votação: as prestações de contas do primeiro turno vão até 3 de novembro de 2026, e as dos dois turnos, de quem disputou o segundo turno, até 14 de novembro de 2026, pelo calendário do TSE. Até lá, todo valor publicado é parcial, e o g1 chama o seu de piso: ficam de fora diretórios partidários, anúncios pagos por apoiadores e pagamentos por agências.

Anúncio de advogado em ano eleitoral tem regra própria?

Na leitura desta página, a regra eleitoral de impulsionamento não alcança o anúncio de serviço do escritório que não faz propaganda eleitoral (não pede voto nem promove candidato, partido ou eleição): a Lei 9.504/1997, artigo 57-C, veda a propaganda eleitoral paga na internet, exceto o impulsionamento, que só partidos, coligações, candidatos e seus representantes podem contratar. O anúncio de advogado segue o Provimento 205/2021 da OAB o ano inteiro, com caráter informativo e sem promessa de resultado. Na Meta, a categoria de temas sociais, eleições ou política vale para anúncio sobre candidato, partido, eleição ou tema social sensível; quando um anúncio jurídico precisa dela está em categoria de anúncio especial. De 19 de outubro até depois do segundo turno, por determinação judicial, segundo o texto da Meta reproduzido pelo g1, organizações fora das campanhas que veiculam anúncios sobre temas sociais não puderam exibi-los na Meta; na leitura desta página, o escritório que anuncia nessa categoria está nesse grupo.

Por que o Google não entra nessa conta?

Porque o Google Ads proíbe no Brasil o conteúdo político-eleitoral definido na Resolução TSE 23.732/2024, regra adotada em 2024 e mantida em 2026. Na página da política relida em 27 de outubro de 2026, a proibição cobre anúncios que promovem eleições, partidos, federações e coligações, cargos eletivos, propostas de governo, projetos de lei, o exercício do direito ao voto e de outros direitos políticos ou matérias relacionadas ao processo eleitoral. O maior destino declarado do impulsionamento das campanhas é a Meta.

Quanto as campanhas já pagaram à Meta em 2026?

Até 18 de outubro de 2026, ao menos R$ 288,7 milhões pagos diretamente à Meta, no levantamento do g1 nas prestações de contas ao TSE. Até 14 de outubro, R$ 282,4 milhões, segundo a Folha de S.Paulo, com dados do TSE; à parte, R$ 99 milhões foram à DLocal, empresa de pagamentos, para impulsionamento de conteúdo, e esses não são pagamento direto à Meta. Em 2 de outubro, a parcial era de ao menos R$ 236 milhões; em toda a eleição de 2022, R$ 129 milhões. Na conta da AllService AI, a parcial direta da Folha é 2,2 vezes o total de 2022, numa comparação entre levantamentos diferentes, e as contas seguem abertas.

Limitações

O que este estudo não prova.

O fundo não é anúncio. R$ 4,9 bilhões é o caixa público das campanhas, e a maior parte não vira impulsionamento. A comparação com o mercado social diário mede escala, não pressão de leilão; a pressão está nos três cenários, que partem da parcela de 2024.

A parcela de 3% é de uma eleição municipal. Em 2024 o Google já não aceitava anúncio eleitoral, o que aproxima o cenário de 2026, mas eleição geral concentra a verba em menos candidaturas e pode mudar a divisão. As parciais de 2026 (ao menos R$ 236 milhões pagos à Meta até 2 de outubro, no levantamento da Veja, R$ 282,4 milhões pagos diretamente à Meta até 14 de outubro de 2026, na Folha, e ao menos R$ 288,7 milhões até 18 de outubro, no g1) vêm de prestações de contas ainda abertas: as do primeiro turno vão até 3 de novembro de 2026, e as dos dois turnos, de quem disputou o segundo turno, até 14 de novembro de 2026.

Não medimos o CPM de mercado. O estudo não afirma se o CPM subiu durante a campanha nem se caiu depois dela: o efeito depois da votação não foi medido nesta revisão, e nenhuma das fontes lidas em 27 de outubro de 2026 o mede. A conta do custo por lead é aritmética sobre um aumento hipotético, com taxa de clique e conversão constantes.

De onde vêm os números

Parte dos números vem de compilação de imprensa sobre dado oficial. A parcela do Facebook em 2024, a parcial de 2022 e as parciais de 2026 foram lidas em reportagens que citam as prestações de contas no TSE (a de 14 de outubro, na Folha de S.Paulo, e a de 18 de outubro, no g1), o teto de gastos do segundo turno, em reportagem sobre a portaria do TSE de 21 de julho de 2026, e o valor do fundo, R$ 4,9 bilhões, no Money Times, arredondado como o TSE o divulgou, porque as páginas do TSE não abriram em 17 de outubro de 2026; o dado bruto está no portal, e a leitura pode ser refeita ali.

A Biblioteca de Anúncios da Meta não abriu. O relatório do Brasil, que soma o gasto em anúncios sobre temas sociais, eleições ou política por período, devolveu verificação contra robô em 17 de outubro de 2026 e não foi lido; o portal do TSE e a nota do TRE-PR de 5 de outubro também recusaram a leitura automatizada nesse dia, e nenhum deles foi contornado. Os gastos desta revisão vêm de reportagem sobre as prestações de contas, não do painel da Meta.

O resultado do Rio de Janeiro veio de imprensa. A anulação dos votos de Anthony Garotinho pelo TSE, em 8 de outubro de 2026, foi lida no Correio da Manhã e no Movimento Econômico; recurso posterior contra a decisão não foi lido.

A revisão de 27 de outubro também veio de imprensa. O fim da circulação paga e a vedação de 23 a 26 de outubro foram conferidos no Poder360, porque o portal do TSE devolveu 403 e não foi contornado; a restrição da Meta aos anúncios sobre temas sociais, que a empresa atribui a determinação judicial, no texto dela reproduzido pelo g1, porque a página da Meta não abriu em texto; a votação de 25 de outubro, na Agência Brasil. A data em que a Meta encerrou essa restrição não foi lida.

A alternativa descrita é a nossa. O estudo é da AllService e diz o que a AllService faz.

Fontes

Tudo citado, tudo conferível.

Lei e estudos relacionados

Calendário dos turnos e regra do dia da eleição: Constituição, art. 77 e Lei 9.504/1997, art. 39, § 5º, IV, lidas no Planalto em 30 de setembro de 2026. Estudo AllService relacionado: Três contratos, um funil. Os números deste estudo, ao lado dos demais estudos da AllService, estão reunidos em Estatísticas de leads no WhatsApp.

Revisão de 7 de outubro de 2026

Revisão de 7 de outubro de 2026, lida no mesmo dia: Poder360, "Meta já recebeu R$ 236 milhões por anúncios eleitorais em 2026" (2 de outubro de 2026, com levantamento da revista Veja nas prestações de contas ao TSE); TRE-PR, retomada da propaganda no segundo turno (5 de outubro de 2026); Resolução TSE 23.732/2024; Agência Brasil, "Seis estados e o DF terão segundo turno para governador" (4 de outubro de 2026) e "TSE marca para quinta-feira julgamento que pode definir eleição no Rio" (6 de outubro de 2026); Poder360, "TSE fixa limite de R$ 133 milhões para campanha presidencial em 2026" (21 de julho de 2026, sobre a portaria de limites de gastos do TSE).

Revisão de 17 de outubro de 2026

Revisão de 17 de outubro de 2026, lida no mesmo dia: Resolução TSE 23.760/2026, calendário eleitoral (reprodução do texto do portal do TSE publicada pelo Poder360); Folha de S.Paulo, "Alvo de polêmica, Meta é a empresa que mais arrecadou na eleição do Brasil" (16 de outubro de 2026, sobre dados do TSE); Google Ads, política de conteúdo político, seção Brasil; Central de Ajuda da Meta, categorias de anúncio especial; Provimento 205/2021 da OAB; Correio da Manhã, "TSE anula votos de Garotinho e abre caminho para eleição de Ruas no Rio" e Movimento Econômico, "TSE anula votos de Garotinho e Douglas Ruas vence governo do Rio no 1º turno" (8 de outubro de 2026); Constituição, art. 77 e Lei 9.504/1997, arts. 39, § 5º, e 57-C, relidas no Planalto. Relidas no mesmo dia, sem mudança de número: Poder360 (R$ 236 milhões, teto de gastos e veto do Google), InfoMoney sobre o Estadão (2024), Gazeta do Povo (2022), Agência Brasil (4 e 6 de outubro de 2026) e a cobertura do Digital Adspend 2026 na Propmark, porque o site do IAB Brasil recusou a leitura automatizada. As páginas do TSE e a nota do TRE-PR não abriram em 17 de outubro de 2026; por isso, o valor do fundo, R$ 4,9 bilhões, foi lido no Money Times, sobre o dado divulgado pelo TSE em 3 de junho de 2026, e é o valor arredondado da divulgação.

Revisão de 27 de outubro de 2026

Revisão de 27 de outubro de 2026, lida no mesmo dia: g1, "Eleições 2026: campanhas já declararam quase R$ 290 milhões em gastos com a Meta, mais que o dobro de 2022" (20 de outubro de 2026, sobre arquivos do TSE gerados em 18 de outubro; o corpo do texto traz R$ 288,7 milhões, número usado nesta página); g1, "Meta diz ao TSE que tomou medidas para candidaturas serem tratadas de forma igual" (20 de outubro de 2026, com o texto publicado pela Meta); Poder360, "Propaganda eleitoral paga na internet termina nesta 5ª feira" (22 de outubro de 2026, sobre o calendário do TSE); Agência Brasil, apuração do segundo turno (25 de outubro de 2026); Google Ads, política de conteúdo político, seção Brasil, relida; Constituição, arts. 28 e 77, relida no Planalto. O portal do TSE devolveu 403 nesse dia e não foi contornado; a página de transparência da Meta não abriu em texto.

Próximo passo

O leilão de outubro é por nossa conta.

Trinta minutos para abrir a conta do seu custo por lead em setembro e outubro, ver o que a eleição fez com ele e como o lead qualificado, com o caso resumido, chega no seu WhatsApp com o preço fechado por escrito.

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