AllService AI AllService AI

AllService AI Estudos Eleições e o custo do lead

Fonte pública · TSE, IAB Brasil e Ibope, Divulgacand · ref. set/2026

A eleição entrou no leilão. O seu custo por lead não precisa ir junto.

As eleições vão pesar no preço dos anúncios na Meta em 2026: R$ 4,9 bilhões de fundo eleitoral disputam, por 47 dias, o mesmo leilão que define o seu CPM. O estudo compara o fundo com o mercado de mídia social, mede a fatia que virou anúncio em 2024 e mostra a conta do custo por lead.

Publicado em 15 de setembro de 2026

Gestor de tráfego de costas diante de dois monitores com painéis desfocados, num escritório à noite
Resumo executivo

A eleição, em quatro números.

Fundo eleitoral, janela de campanha e o mercado que já disputa o mesmo feed.

R$ 4,9 bide Fundo Especial de Financiamento de Campanha em 2026, distribuído a 30 partidos pelo TSE (LOA 2026)
47 diasde propaganda paga na internet liberada, de 16 de agosto a 1º de outubro (Resolução TSE 23.760/2026)
R$ 104 mide fundo por dia de campanha, contra R$ 64 milhões por dia que o mercado brasileiro gasta em anúncio social
3%de tudo que as campanhas gastaram em 2024 foi para o Facebook, quase R$ 200 milhões, o maior fornecedor daquela eleição

O fundo eleitoral é dinheiro público, e ele paga marqueteiro, gráfica, avião e advogado antes de pagar anúncio. Mesmo assim, a parte que vira impulsionamento entra no mesmo leilão em que o seu anúncio de WhatsApp disputa cada impressão. Este estudo mede o tamanho dessa entrada, com premissas declaradas, e mostra o que ela faz com o custo por lead de quem compra mídia em setembro e outubro de 2026.

Fontes: TSE, distribuição do FEFC 2026 (3 de junho de 2026) e calendário eleitoral (Resolução 23.760/2026); IAB Brasil e Ibope, Digital Adspend 2026, ano-base 2025; Divulgacand do TSE, compilado pelo Estadão em janeiro de 2025. Contas refeitas por código sobre esses números.

O leilão

Por que o dinheiro da campanha muda o seu preço.

O fundo, o mercado e a fatia que virou anúncio na última eleição.

MedidaValorFonte e ano
Fundo eleitoral 2026dinheiro público, 30 partidosR$ 4,9 bilhõesTSE, junho de 2026
Janela de impulsionamento pago16 de agosto a 1º de outubro47 diasResolução TSE 23.760/2026
Fundo por dia de campanhaR$ 104 milhõesconta sobre os dois anteriores
Publicidade digital no Brasil em 2025R$ 42,7 bilhõesIAB Brasil e Ibope, 2026
Só redes sociais55% do digitalR$ 23,5 bilhões, R$ 64 milhões por diaconta sobre o IAB
Fundo por dia sobre social por dia1,6 vezconta
Parcela do gasto de campanha que foi para o Facebook em 2024eleição municipal, R$ 6,6 bilhões no total3%, quase R$ 200 milhõesDivulgacand/TSE, Estadão, janeiro de 2025

A publicidade paga na internet ficou liberada para candidatos, partidos e federações de 16 de agosto a 1º de outubro, e o Google não aceita anúncio eleitoral no Brasil desde 2024, veto mantido em 2026. O maior destino do dinheiro de campanha que vira anúncio é a Meta, e o Facebook foi o maior fornecedor das campanhas em 2022 e em 2024. É o mesmo feed em que roda o seu anúncio.

No leilão da Meta, o anúncio vencedor paga o mínimo necessário para superar o segundo colocado, e não o próprio lance. É a lógica do leilão de segundo preço, descrita por William Vickrey e premiada com o Nobel de Economia em 1996. A consequência prática: um anunciante grande, com público amplo e prazo curto, não precisa vencer você. Basta ficar em segundo em milhões de leilões para você pagar mais em cada um deles.

Multidão em praça ao entardecer com bandeiras sem texto, vista de uma sacada alta
Imagem produzida para este estudo (fotografia gerada sob direção de arte)

Fontes: TSE, "Eleições 2026: propaganda eleitoral nas ruas e na internet começa neste domingo (16)", 13 de agosto de 2026; nota do Google sobre anúncios eleitorais, 31 de maio de 2026; Estadão, 22 de janeiro de 2025, sobre dados do Divulgacand.

Quanto vira anúncio

A fatia que entra no leilão, em três cenários.

Nem todo o fundo vira anúncio. A conta abaixo diz quanto entra, e declara a premissa de cada linha.

CenárioEm 47 diasPor diaDemanda nova no leilão social
3% do fundoa mesma parcela que foi para o Facebook em 2024R$ 147 milhõesR$ 3,1 milhões5% do mercado social diário
3% do gasto total no padrão de 2024campanhas gastam mais que o fundo: R$ 6,6 bilhões em 2024R$ 198 milhõesR$ 4,2 milhões6,5%
5% do fundopremissa: sem o Google, a fatia da Meta cresce; em 2022 o Google tinha 39% do par com o Facebook na parcial de setembroR$ 245 milhõesR$ 5,2 milhões8%

Cinco a oito por cento de demanda nova parece pouco perto do número redondo do fundo, e é exatamente por isso que o número redondo não serve para prever CPM. O que muda o preço não é a média, é a concentração: o dinheiro entra em público amplo, sem otimizar para custo por ação, e pesa mais nas últimas semanas antes do voto. Num leilão de segundo preço, demanda que não se importa com o preço é a que mais o move.

A parcial de 2022 (Facebook com R$ 52,95 milhões e Google com R$ 34,19 milhões até 29 de setembro, segundo o TSE) é a única medida pública da divisão entre as duas plataformas numa eleição geral recente. O número fechado de 2026 sai depois do primeiro turno, com a prestação de contas.

A conta

Cada 10% de CPM são 9,1% menos leads.

A aritmética do custo por lead não depende da eleição. Depende só de criativo e público não mudarem.

Custo por lead é o CPM dividido por mil, pela taxa de clique e pela taxa de conversão. Se o criativo e o público continuam os mesmos, o custo por lead sobe na mesma proporção do CPM, e a verba fixa compra menos impressões: com CPM 10% mais caro, a mesma verba compra 1 dividido por 1,1 das impressões de antes, ou seja, 90,9%. São 9,1% menos cliques, menos conversas e menos leads, sem nenhum erro de campanha para corrigir.

A tabela ao lado refaz a conta para quatro tamanhos de aumento. Ela não diz quanto o seu CPM vai subir em outubro; diz o que cada ponto de subida faz com o volume de leads de quem paga a mídia por verba aplicada.

Mãos anotando números num caderno ao lado de um notebook com gráfico desfocado na tela
Imagem produzida para este estudo (fotografia gerada sob direção de arte)
CPM sobeImpressões pela mesma verbaLeads pela mesma verba
10%90,9% das de antes9,1% a menos
20%83,3%16,7% a menos
30%76,9%23,1% a menos
50%66,7%33,3% a menos

Conta: leads pela mesma verba = 1 dividido por (1 + aumento do CPM), com taxa de clique e taxa de conversão constantes. Premissa declarada, não medição.

O contrato

Quem paga a diferença quando o CPM sobe.

Três coisas para conferir no seu contrato de mídia antes de outubro.

1. O que está fixado. A verba que você deposita, ou o lead que você recebe. Contrato por verba aplicada transfere o leilão inteiro para o seu caixa; contrato por lead entregue deixa o leilão do lado de quem vende.

2. Quem paga a diferença quando o CPM sobe. Você, com menos leads pela mesma verba, ou o fornecedor, com menos margem no mesmo preço combinado.

3. O que chega no seu WhatsApp. Um clique, que ainda precisa virar conversa, ou uma conversa já qualificada, com o caso resumido e pronto para o atendimento.

Na AllService, tráfego, IA e CRM operam em conjunto e em sincronia, com preço personalizado, montado com o cliente e fechado por escrito antes de começar. O leilão de outubro é por nossa conta: o combinado não muda quando o CPM sobe, e o que chega ao cliente é a conversa qualificada, não o clique. A comparação com fornecedores separados é de mecanismo, não de preço.

Limitações

O que este estudo não prova.

O fundo não é anúncio. R$ 4,9 bilhões é o caixa público das campanhas, e a maior parte não vira impulsionamento. A comparação com o mercado social diário mede escala, não pressão de leilão; a pressão está nos três cenários, que partem da parcela de 2024.

A parcela de 3% é de uma eleição municipal. Em 2024 o Google já não aceitava anúncio eleitoral, o que aproxima o cenário de 2026, mas eleição geral concentra a verba em menos candidaturas e pode mudar a divisão. O número fechado de 2026 só sai com a prestação de contas.

Não medimos o CPM de mercado. O estudo não afirma quanto o CPM subiu nem vai subir; a conta do custo por lead é aritmética sobre um aumento hipotético, com taxa de clique e conversão constantes.

Parte dos números vem de compilação de imprensa sobre dado oficial. A parcela do Facebook em 2024 e a parcial de 2022 foram lidas em reportagens que citam o Divulgacand do TSE; o dado bruto está no portal, e a leitura pode ser refeita ali.

A alternativa descrita é a nossa. O estudo é da AllService e diz o que a AllService faz.

Próximo passo

O leilão de outubro é por nossa conta.

Trinta minutos para abrir a conta do seu custo por lead em setembro, ver o que a eleição fez com ele e como a conversa qualificada chega no seu WhatsApp com o preço fechado por escrito.

Agendar uma conversa