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AllService AI Estudos Anunciar no Google na eleição

Fonte pública · Google, TSE, IAB Brasil e Ibope, Divulgacand · ref. set/2026

A verba eleitoral não entra
no Google.
O seu anúncio
continua entrando.

Anunciar no Google na eleição de 2026 vale a pena porque o Google não aceita anúncio eleitoral desde 2024: a verba de campanha não disputa o leilão de busca. O estudo mostra o que o veto cobre, o que a busca oferece a quem migra parte da campanha, os limites e como manter o critério do lead nas duas plataformas.

Publicado em 15 de setembro de 2026

Sundar Pichai, presidente-executivo do Google, em plano médio durante uma reunião na Comissão Europeia
Resumo executivo

O veto do Google, em quatro números.

O que entra no leilão do feed, o que não entra no leilão de busca, e por quanto tempo.

R$ 0de verba eleitoral aceita pelo Google desde 2024: candidato, partido e federação não anunciam no YouTube, na Busca nem na rede de display (nota do Google, 31 de maio de 2026)
R$ 4,9 bide Fundo Especial de Financiamento de Campanha em 2026, distribuído a 30 partidos pelo TSE (LOA 2026)
47 diasde impulsionamento pago liberado na internet, de 16 de agosto a 1º de outubro (Resolução TSE 23.760/2026)
3%de tudo que as campanhas gastaram em 2024 foi para o Facebook, quase R$ 200 milhões, o maior fornecedor daquela eleição

A propaganda eleitoral paga na internet existe, é legal e está liberada pelo TSE até 1º de outubro. O que mudou desde 2024 é onde ela pode ser comprada: o Google decidiu não vender, e manteve a decisão para 2026. A consequência para quem compra tráfego é simples: toda a verba de campanha que vira anúncio entra no feed, e nada dela entra na palavra-chave que o cliente digita. Este estudo mede o que isso significa para o custo por lead de quem anuncia na Meta, e o que a busca oferece a quem migra parte da campanha.

Fontes: Poder360, "Google veta impulsionamento eleitoral nas eleições de 2026", 31 de maio de 2026, com a nota da empresa; TSE, distribuição do FEFC 2026 (3 de junho de 2026) e calendário eleitoral (Resolução 23.760/2026); Divulgacand do TSE, compilado pelo Estadão em janeiro de 2025. Contas refeitas por código.

O veto

O que o Google decidiu, e o que continua valendo.

A decisão é da empresa, não da lei. A lei libera; a plataforma escolhe se vende.

PontoO que vale em 2026Fonte e data
Plataformas cobertas pelo vetoYouTube, Busca e rede de displayNenhuma aceita anúncio eleitoralGoogle, nota de 31 de maio de 2026
Quem não pode anunciarCandidato, partido e federaçãoGoogle, via Poder360
Desde quandopolítica adotada nas municipais de 20242024, mantida em 2026Google, via Poder360
Motivo declarado em 2024exigências das resoluções do TSEInsegurança jurídica para a operação de anúnciosPoder360, 31 de maio de 2026
Janela do impulsionamento pago na internet16 de agosto a 1º de outubro, 47 diasResolução TSE 23.760/2026
Onde a verba eleitoral continua entrandoPlataformas que aceitam, dentro das regras do TSE; a maior é a MetaDivulgacand/TSE, via Estadão, janeiro de 2025

Em 2024, o Google suspendeu a publicidade política no país depois das mudanças nas regras do TSE para a propaganda na internet, e afirmou que as exigências criavam insegurança jurídica para a operação. Em maio de 2026 a empresa avaliou rever a posição, diante do volume de uma eleição geral, e decidiu manter o veto porque as regras não mudaram. O dinheiro que o Google recusa não some: ele vai para as plataformas que aceitam, e o maior destino em 2024 foi o Facebook. É o mesmo feed em que roda o anúncio de quem compra tráfego para o próprio negócio, e o estudo A eleição entrou no leilão mostra o que essa entrada faz com o custo por lead.

Fontes: Poder360, 31 de maio de 2026 (nota do Google: "desde 2024, o Google Ads não permite a veiculação de anúncios políticos no país"); Congresso em Foco, 1º de junho de 2026; TSE, calendário eleitoral (Resolução 23.760/2026).

O leilão que sobra

Na busca, a pessoa diz o que quer antes de ver o anúncio.

O mecanismo tem dono, tem data e explica por que o lead de busca chega diferente.

Em 21 de fevereiro de 1998, na conferência TED, em Monterey, na Califórnia, Bill Gross apresentou o GoTo.com: um buscador em que o anunciante dava lances por uma palavra e só pagava quando alguém que tinha digitado aquela palavra clicava. A plateia vaiou. A analogia da própria empresa era a lista telefônica: quem abre a página de encanador já tem o cano furado. Em 2002 o Google adotou o leilão por clique no AdWords, e é esse modelo que sustenta a busca até hoje.

A diferença para o feed está no momento em que o anúncio aparece. No feed, o anúncio interrompe quem passa, e a plataforma decide a quem mostrar; na busca, o anúncio responde a quem perguntou, e a pessoa declarou a necessidade antes de ver qualquer marca. A palavra-chave é o primeiro filtro do lead, e ele acontece antes do clique. É por isso que o mesmo orçamento compra conversas diferentes nas duas plataformas, e por isso a verba eleitoral, que não busca serviço nenhum, pesa no feed e não pesa na busca.

Mãos digitando num notebook ao lado de um monitor com uma página de busca desfocada
Imagem produzida para este estudo (fotografia gerada sob direção de arte)

Fontes: Slate, "Google's big break: how Bill Gross' GoTo.com inspired the AdWords business model", 14 de outubro de 2013; SearchEngines.net, "The Search Engine Wars", 2026 (data do TED8 e a analogia da lista telefônica).

O que a busca oferece

Quatro coisas que a busca dá em setembro e outubro, e três que ela não dá.

Na ordem do que pesa mais para quem compra tráfego e recebe o lead no WhatsApp.

O que a busca oferecePor que pesa neste período
Leilão sem candidatoBusca, YouTube e displayA verba de campanha não entra no lance, por decisão do próprio Google, até o fim da eleição
Intenção declaradaa palavra-chave é o primeiro filtroQuem digitou o serviço já disse o que precisa; a conversa começa um degrau à frente
Palavra negativao que você não compraCurioso, concurso, grátis e vaga de emprego saem da conta antes de custar um clique
Vídeo sob o mesmo vetoYouTubeO remarketing em vídeo fica fora do leilão eleitoral, no mesmo período em que o feed encarece

1. A busca não cria demanda. Ela atende a demanda que já existe: se poucas pessoas digitam o serviço, o volume de leads tem teto, e nenhum orçamento muda isso.

2. Leilão é leilão em qualquer plataforma. Se a concorrência migrar junto, o lance da palavra sobe. A busca abriga da verba eleitoral, não da concorrência.

3. O clique de busca continua sendo um clique. Ele chega com intenção, mas ainda precisa virar conversa, e a conversa ainda precisa passar pelo critério do caso. Sem triagem, a qualidade da palavra não chega ao contrato.

Este estudo não afirma quanto o custo por clique de busca subiu ou vai subir no período: não há medição pública, e a página não publica número de custo de mídia. As quatro linhas da tabela são mecanismo, não resultado.

A migração

Como levar a campanha da Meta para o Google sem perder o critério.

Cinco passos, na ordem, e o que não muda em nenhum deles.

1. Mapear as palavras que nomeiam o serviço. O que o cliente digita quando já decidiu procurar, e a lista negativa do que parece o serviço e não é.

2. Mover a verba em parcelas. Uma parte por semana, mantendo na Meta o que já qualifica por conversa, porque a busca tem teto de volume e o feed não.

3. Fazer o clique cair no WhatsApp com a mesma conversa. A qualificação pergunta o critério do caso, seja o clique de busca ou de feed: recorte, prazo, o que a pessoa tem em mãos.

4. Medir pelo lead que cumpre o critério, não pelo clique. Custo por clique e custo por lead bruto enganam nas duas plataformas em ano de eleição; o que fecha a conta é o lead que chega dentro do combinado.

5. Escrever o critério antes de a campanha rodar. O que qualifica, o que não qualifica e o que chega pronto para o atendimento, no contrato, para valer igual em qualquer plataforma.

Na AllService o critério é o mesmo em qualquer plataforma: tráfego, IA e CRM operam em conjunto e em sincronia, a conversa no WhatsApp qualifica pelo que foi combinado por escrito, e o lead que chega no painel cumpre esse critério, tenha clicado no feed ou na busca. O preço é personalizado, montado com o cliente e fechado por escrito antes de começar. A eleição muda o preço do clique. Não muda o que chega pronto.

Dono de clínica de costas no balcão da recepção, lendo uma conversa desfocada no celular
Imagem produzida para este estudo (fotografia gerada sob direção de arte)
Limitações

O que este estudo não prova.

O veto é decisão da empresa e pode mudar. A nota do Google de 31 de maio de 2026 vale para a eleição de 2026; a página registra o que a empresa declarou, não uma regra permanente.

Não medimos o custo por clique de busca. O estudo não afirma quanto o CPC subiu ou vai subir no período, nem compara o custo entre as plataformas: não há medição pública, e a casa não publica custo de mídia.

A parcela de 3% é de uma eleição municipal. Em 2024 o Google já não aceitava anúncio eleitoral, o que aproxima o cenário de 2026, mas eleição geral concentra a verba em menos candidaturas. O número fechado sai com a prestação de contas.

A busca depende do volume que já existe. Serviço pouco procurado não ganha volume por migrar; o estudo descreve o mecanismo, não promete resultado.

Parte dos números vem de compilação de imprensa sobre dado oficial. A nota do Google foi lida em reportagens que a reproduzem; a parcela do Facebook em 2024 vem do Divulgacand do TSE via Estadão.

A alternativa descrita é a nossa. O estudo é da AllService e diz o que a AllService faz.

Fontes

Tudo citado, tudo conferível.

Poder360, "Google veta impulsionamento eleitoral nas eleições de 2026" (31 de maio de 2026, com a nota da empresa); Congresso em Foco, "Google veta anúncios eleitorais pagos nas eleições de 2026" (1º de junho de 2026); TSE, distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha para as Eleições 2026 (3 de junho de 2026); TSE, calendário da propaganda eleitoral e do impulsionamento pago (Resolução 23.760/2026); Estadão, via InfoMoney, sobre o Divulgacand do TSE (22 de janeiro de 2025); Slate, sobre o GoTo.com e a origem do leilão por clique (14 de outubro de 2013); SearchEngines.net, "The Search Engine Wars" (2026). Estudo AllService relacionado: A eleição entrou no leilão.

Foto do topo: Sundar Pichai por Lukasz Kobus, Comissão Europeia, licença CC BY 4.0, via Wikimedia Commons, recortada e com tratamento de cor. As demais imagens foram produzidas para este estudo.

Próximo passo

O critério do seu lead não depende da plataforma.

Trinta minutos para abrir a conta do seu custo por lead em setembro, ver o que faz sentido levar da Meta para a busca e como a conversa qualificada chega no seu WhatsApp com o critério fechado por escrito.

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