Leads para advogados Triagem de leads
Pergunte pouco.
Pergunte primeiro o que decide.
Pergunte só os critérios que tornam o caso viável na sua tese, e pergunte primeiro o que mais derruba: a condição formal, não o fato que trouxe a pessoa. Esta página mostra como desenhar essa triagem, no WhatsApp, no telefone ou num bot, com o que 2.716 conversas de julho de 2026 ensinaram sobre ordem, custo e entrega.
Em cada tese, uma única pergunta responde por 69% a 78% das desqualificações. Toda pergunta que vem antes dela custa uma chance de a pessoa sumir e devolve pouco. Toda pergunta que vem depois é feita para gente que já não tem caso.
Triagem é filtro, não atendimento.
Ela confirma, com a própria pessoa, os critérios que tornam o caso viável, e entrega o resultado a quem decide. Não dá parecer, não promete nada e não negocia honorários.
Atendimento resolve o problema da pessoa. Triagem responde a uma pergunta menor e anterior: este caso vale a ligação de um advogado? Para responder, ela precisa de poucas confirmações, todas sobre fatos que a pessoa sabe de cabeça, e precisa entregar o que ouviu de um jeito que o advogado leia em quinze segundos. Tudo que vai além disso, documento, análise, promessa, é trabalho do escritório, e fazer esse trabalho dentro da triagem só encarece o contato e expõe quem atende.
Cada tese tem uma escada curta de critérios que a pessoa consegue confirmar sem olhar papel: o que aconteceu, em que condição ela estava, o que ela já recebe. A triagem percorre essa escada e para no primeiro degrau que falha.
Não diz se a pessoa tem direito, não estima valor, não pede documento nem print. Quem não passa recebe uma resposta cordial, sem o motivo e sem o critério. O que a OAB veda na captação continua vedado na triagem.
Em prosa, com os fatos declarados, os números que a pessoa citou e as dúvidas marcadas como dúvida. O resumo afirma o que foi dito e só o que foi dito. Se o critério não está no resumo, ele não foi confirmado.
O que define um contato como qualificado está em o que é um lead qualificado na advocacia: critério nomeado, pergunta registrada, resposta da pessoa. Esta página trata do passo anterior, o desenho da triagem que produz esse registro.
Só o que qualifica vira pergunta.
Cada pergunta a mais é uma porta de saída. Critério entra na triagem como pergunta. Enriquecimento entra no resumo quando a pessoa menciona, e nunca vira pergunta.
Confirmação que, negada, derruba o caso. Uma por dado: dois dados distintos são duas perguntas, e o qualificador do mesmo dado se funde na pergunta, como tempo de exposição com carteira assinada, que é um dado só.
- Aposentadoria especial: exposição a agente nocivo e tempo de exposição com vínculo registrado
- Auxílio-acidente: acidente com sequela que ainda limita e a condição de segurado na data do acidente
- Negativação indevida: negativação registrada de fato e dívida que a pessoa não reconhece
- BPC/LOAS: não receber outro benefício que bloqueie, a idade ou o impedimento de longo prazo, e a renda da casa
Informação útil para a ligação, que a triagem registra quando a pessoa conta, mas não pergunta. Perguntar custa uma saída e não muda o desfecho.
- Nome da empresa, função exata, cidade, idade
- Tipo de acidente, hospital, laudos que a pessoa diz ter
- Credor, valor da dívida, como a pessoa descobriu a negativação
- Quem mora na casa, cadastros, documentos em mãos
Uma consequência disso é que a triagem nunca pede documento. Ela pergunta o que a pessoa sabe de cabeça, porque pedir print ou carteira no WhatsApp interrompe a conversa para quem teria caso e não melhora a decisão de quem não teria. A prova é trabalho do escritório, depois do contato.
Os patamares de cada critério, quanto tempo, quanto de renda, a partir de que valor, são parâmetros de contrato entre o escritório e quem faz a triagem. Eles mudam de escritório para escritório sem mudar o desenho, e nunca aparecem na conversa com a pessoa.
Primeiro o que mais derruba.
Nos quatro estudos de julho de 2026, uma pergunta responde por 69% a 78% das desqualificações de cada tese. Ela vai o mais cedo que a conversa permitir.
A ordem natural é perguntar primeiro pelo fato que define a tese: a exposição, o acidente, o nome sujo. É a ordem errada. O fato é o que trouxe a pessoa até a conversa, e o anúncio já o filtrou antes do clique: entre 66% e 74% de quem responde passa pela primeira pergunta de critério. O que derruba é a condição que o anúncio não menciona e que a pessoa não associa ao caso.
Deslize para o lado para ver a tabela completa.
| Tese | O fato que o anúncio promete | A condição que decide | % das desqualificações |
|---|---|---|---|
| Aposentadoria especial | Trabalhou exposto a agente nocivo74,4% de quem responde confirmam | Tempo de exposição com vínculo registrado90 das 127 desqualificações | 70,9% |
| Auxílio-acidente | Sofreu acidente e ficou com sequelasó 13 das 206 desqualificações por falta de sequela | Ser segurado na data do acidente146 das 206 desqualificações | 70,9% |
| Negativação indevida | Está com o nome negativado56 das 271 desqualificações por cobrança sem registro | A dívida não é reconhecida187 das 271 desqualificações | 69,0% |
| BPC/LOAS | Tem a idade ou a deficiência que o benefício pede1 das 166 desqualificações por falta de impedimento | Não receber outro benefício130 das 166 desqualificações já recebem aposentadoria | 78,3% |
Em três teses a condição que decide depende de um fato que a conversa ainda não tem: não dá para perguntar se a pessoa era segurada na data do acidente sem saber que houve acidente e quando. Nesses casos o fato entra pela abertura, não por pergunta. A abertura convida a pessoa a contar o que aconteceu, parte dos relatos já traz fato e condição na mesma mensagem, e a triagem registra os dois sem perguntar de novo. A pergunta que decide vem em seguida, e nada entra entre as duas. No BPC/LOAS a condição não depende de nada, e é a primeira pergunta: ela derruba sete em cada dez pessoas que respondem, antes de consumir as seis perguntas seguintes.
As quatro escadas de qualificação de julho de 2026 lado a lado: onde cada uma quebra, o que a primeira pergunta deixa passar, o que a ordem custa em cem pessoas, e o que o cruzamento não prova.
Ler o estudoCinco regras, qualquer tese.
Servem para a secretária, para o telefone e para o bot. O que muda entre eles é o custo por conversa, não a regra.
-
Uma pergunta por dado, e nenhuma pergunta sem critério.
Cada pergunta confirma um dado que decide o caso. Dois dados distintos são duas perguntas; o qualificador do mesmo dado se funde na pergunta. Enriquecimento não vira pergunta, vira registro quando a pessoa conta.
Na prática"Quanto tempo você trabalhou nesse ambiente com a carteira assinada?" confirma um dado só: anos registrados de exposição.Erro comumAbrir com cadastro (CPF, cidade, profissão) antes de qualquer critério, ou pedir documento e print dentro da triagem. -
O critério que mais derruba vai primeiro. Quando depende de contexto, o contexto entra pela abertura.
A primeira pergunta de critério não é a mais natural, é a que mais desqualifica. Se ela depende de um fato que a conversa ainda não tem, a abertura convida a pessoa a contar o caso, e a triagem lê o relato antes de perguntar.
Na práticaAbertura que pede o relato; a pergunta que decide vem logo depois, e nada entra entre as duas.Erro comumComeçar pela pergunta do fato, que quase todo mundo que clicou confirma, e chegar à condição depois de duas ou três perguntas que não decidiram nada. -
Na dúvida sobre o critério, o caso passa com a dúvida escrita. Sem o critério confirmado, não passa.
A triagem não julga, filtra. Quem responde de forma vaga a um critério não é desqualificado por suposição: passa com a dúvida marcada no resumo, e o advogado resolve na ligação. Quem nega o critério, ou não o confirma depois de uma pergunta de checagem, não passa.
Na prática"Tempo com carteira não precisado pela pessoa; ela relata dezoito anos no total" é uma linha de resumo, não um descarte.Erro comumDesqualificar sem a pergunta que confirma a desqualificação, ou insistir três vezes na mesma pergunta até a pessoa sumir. -
Quem não passa recebe uma resposta. Nunca o motivo, nunca o critério.
Encerrar sem resposta queima o nome do escritório e deixa a pessoa esperando. Revelar o critério ensina a resposta certa para o próximo contato e vaza a régua do escritório.
Na práticaEncerramento cordial e definitivo, em uma mensagem, sem convite para voltar, exceto quando o cenário da pessoa pode amadurecer com o tempo.Erro comum"Infelizmente você precisaria de mais tempo de contribuição" ou, no outro extremo, silêncio. -
O resultado é um resumo do que a pessoa disse. Nunca do que a triagem deduziu.
Prosa curta, abrindo pela sub-tese quando a tese tem mais de uma, com os números declarados por extenso e as dúvidas marcadas. O resumo afirma o que foi dito e só o que foi dito: o advogado decide em cima de fatos declarados, não de inferência.
Na prática"Trabalhou vinte e dois anos como soldador em metalúrgica, com carteira assinada em três vínculos, e relata ruído e fumaça de solda no dia a dia."Erro comumFicha de campos com "sim" e "não", ou resumo que completa o que a pessoa não falou para o caso parecer melhor.
Poucas perguntas. Nenhuma a mais.
Aposentadoria especial qualifica com duas perguntas de critério. BPC/LOAS precisa de sete. O número certo é o menor que a tese permite, e cada pergunta acima disso paga em abandono.
Diz quem atende e o que faz, e convida a pessoa a contar o que aconteceu. Um relato bom responde duas ou três perguntas de uma vez, e a triagem registra tudo sem perguntar de novo.
O critério que mais derruba, logo depois do relato. É aqui que a maior parte dos casos que não são caso termina, com cordialidade e sem motivo.
Só o que o relato não respondeu, uma por dado, na ordem em que derrubam. Nada de enriquecimento, nada de documento.
Quem confirmou tudo vira resumo no painel do escritório. Quem não confirmou recebe uma resposta e a conversa termina ali.
Cada pergunta é uma porta de saída, decida ela ou não. Nos quatro estudos de julho de 2026, entre 23% e 38% dos abandonos acontecem logo depois da primeira resposta própria: a pessoa respondeu uma vez, recebeu a primeira pergunta de critério e não voltou. O dado não prova que a pergunta causou a saída. Prova que a porta existe em todo degrau, e que uma pergunta que não decide paga o mesmo custo de saída de uma que decide.
Por isso a pergunta "posso acrescentar só mais uma?" tem resposta fixa: se ela não derruba caso, não. O dado que ela buscaria vai no resumo, quando a pessoa contar, e o advogado pergunta o resto na ligação, para quem já passou.
A regra é a mesma. Muda o custo.
Secretária, formulário, telefone ou conversa com inteligência artificial: as cinco regras valem para todos. A diferença aparece em quando a pessoa procura e em quanto custa cada conversa que não vira caso.
Os quatro números saem dos estudos de julho de 2026, tese por tese, e dizem em que condição a triagem roda. Uma parte relevante das pessoas procura ajuda quando o escritório está fechado, e um quarto no fim de semana; quem é respondido na hora resolve em minutos. Triagem que só funciona em horário comercial, ou que obriga a pessoa a digitar pouco e escolher número, perde exatamente quem mais responde.
Formulário cumpre a regra 1 e falha nas outras: ele pergunta tudo de uma vez, não lê relato, não checa dúvida e não encerra com resposta. A comparação completa está em formulário ou conversa. Telefone cumpre todas, a um custo por conversa que só fecha a conta quando quem liga já passou por uma triagem antes. É o lugar do advogado, não da triagem.
O que os escritórios perguntam.
Quase todo escritório acha que a triagem espanta cliente. Os estudos de julho de 2026 dizem onde a pessoa some, e não é na pergunta difícil.
Agendar uma conversaA triagem não espanta o cliente?
Quem some, some antes de a triagem começar. Nos quatro estudos de julho de 2026, entre 47% e 64% dos abandonos são de gente que clicou no anúncio, abriu a conversa e nunca deu a primeira resposta própria. A queda nas perguntas de critério existe e é menor, e é nela que a triagem está fazendo o trabalho dela: separar quem tem caso de quem não tem, antes da ligação.
Posso pedir documento ou print na triagem?
Não. A triagem pergunta o que a pessoa sabe de cabeça. Pedir carteira, laudo ou print interrompe a conversa para quem teria caso e não melhora a decisão sobre quem não teria. Documento é trabalho do escritório, depois do contato, com quem já passou.
E quando a pessoa não sabe responder o critério?
O caso passa com a dúvida escrita no resumo, e o advogado resolve na ligação. A exceção é o critério que depende de registro verificável, como vínculo com carteira: nesse caso cabe uma pergunta de checagem, uma só, e o resumo carrega a resposta como ela veio. Nunca se desqualifica por suposição.
Posso dizer à pessoa por que ela não passou?
Não, e por dois motivos. O primeiro é que a triagem não tem autoridade para isso: ela filtra viabilidade, não dá parecer, e dizer que a pessoa não tem direito é parecer. O segundo é prático: o motivo revela o critério, e o critério revelado ensina a resposta certa para o próximo contato.
Quantas perguntas a mais posso colocar?
Nenhuma que não derrube caso. Cada pergunta é uma saída possível, e o dado que ela traria vai no resumo quando a pessoa menciona. Se uma informação é indispensável para o escritório e não decide o caso, ela é pergunta da ligação, não da triagem.
Isso vale para triagem por telefone ou por secretária?
Vale igual. As cinco regras são sobre o desenho, não sobre quem pergunta. O que muda entre secretária, telefone e conversa com inteligência artificial é a hora em que a triagem responde e quanto custa cada conversa que não vira caso.
Vocês fazem essa triagem para o meu escritório?
Sim, com a escada de critérios da sua tese e o recorte do seu escritório definidos por escrito na implantação. O modelo está descrito em preço. Cada contato chega no painel com o resumo do que a pessoa disse.
Quer ver a triagem da sua tese, pergunta por pergunta?
Trinta minutos, com a tese e a região que você atende. Você sai com a escada de critérios da sua tese, a primeira pergunta que a sua triagem deveria fazer, e o que chega escrito junto com cada contato.
Conteúdo informativo. A conversa é sobre critério e ordem, não sobre resultado de processo.
Leia também o que é um lead qualificado, formulário ou conversa e preço, ou veja as teses que já rodam.