Leads para advogados Estudos Indeferimento no INSS em 2026
Mais não
do que sim.
De janeiro a julho de 2026, o INSS negou 5.254.459 pedidos de benefício e concedeu 5.081.290, segundo o BEPS: 50,8% das decisões foram indeferimentos. No mesmo período de 2025 eram 41,0%, e nenhum ano fechado desde 2006 passou de 49,5%; os benefícios por incapacidade puxam a alta.
Publicado em 24 de setembro de 2026

das decisões do INSS de janeiro a julho de 2026 foram indeferimentos
(BEPS de julho de 2026, quadro 24)
O boletim soma 5.254.459 indeferimentos e 5.081.290 concessões nos sete primeiros meses do ano. No mesmo período de 2025 foram 3.051.635 indeferimentos e 4.391.573 concessões, e a parte negada era de 41,0%. As negativas cresceram 72,2%, e as concessões, 15,7%. Nenhum ano fechado da série, que o quadro traz desde 2006, passou de 49,5%. Para o escritório previdenciário, a negativa virou o desfecho mais comum do pedido ao INSS, e isso acontece enquanto a fila encolhe.
A parte negada subiu de 45% para 54%.
Concessões e indeferimentos de 2026 por mês de decisão, no quadro 24 do BEPS de julho.
| Mês | Concedidos | Indeferidos | Parte negada |
|---|---|---|---|
| Janeiro | 461.848 | 378.792 | 45,1% |
| Fevereiro | 596.526 | 555.922 | 48,2% |
| Março | 885.562 | 796.798 | 47,4% |
| Abril | 738.461 | 751.482 | 50,4% |
| Maio | 764.594 | 898.162 | 54,0% |
| Junho | 792.531 | 938.180 | 54,2% |
| Julho | 841.768 | 935.123 | 52,6% |
| Janeiro a julho | 5.081.290 | 5.254.459 | 50,8% |
A virada acontece em abril, o primeiro mês do ano em que o INSS negou mais do que concedeu: 751.482 indeferimentos contra 738.461 concessões. Maio e junho têm as maiores partes negadas, 54,0% e 54,2%. Em julho a proporção recua para 52,6%, com o segundo maior número de concessões do ano, 841.768, atrás só de março.
De abril a julho, todos os meses fecharam com mais negativas do que concessões. Nos três primeiros meses, a parte negada ficou entre 45,1% e 48,2%.

A alta está nos benefícios por incapacidade.
O quadro separa os benefícios por incapacidade, registrados no sistema SABI, dos demais benefícios.
| Grupo | 2025, ano inteiro | Janeiro a julho de 2026 | Diferença |
|---|---|---|---|
| Benefícios por incapacidade | 39,0% | 53,8% | +14,8 pontos |
| Demais benefícios | 45,9% | 46,1% | +0,2 ponto |
| Total | 41,6% | 50,8% | +9,2 pontos |
De cada 100 negativas de 2026, 65 são de benefício por incapacidade. Nesse grupo, a parte negada foi de 39,0% em 2025 para 53,8% nos sete primeiros meses de 2026, e chegou a 59,3% em junho. Nos demais benefícios, ela ficou praticamente onde estava: 45,9% em 2025 e 46,1% em 2026.
O BEPS não informa o motivo de cada negativa. Em entrevista reproduzida pela imprensa em 19 de agosto, o ministro da Previdência atribuiu parte da alta à atuação de 224 peritos médicos que, segundo a pasta, negavam pedidos muito acima da média. A explicação é dele; o boletim só mostra o tamanho do movimento.

Nenhum ano fechado passou de 49,5%.
A parte negada de cada ano desde 2019, no mesmo quadro; de 2006 a 2018, ela ficou entre 37,2% e 44,8%.
| Ano | Parte negada |
|---|---|
| 2019 | 44,7% |
| 2020 | 47,8% |
| 2021 | 49,4% |
| 2022 | 49,5% |
| 2023 | 45,9% |
| 2024 | 43,3% |
| 2025 | 41,6% |
| 2026, janeiro a julho | 50,8% |
A série tem dois picos anteriores, 2021 e 2022, com 49,4% e 49,5%, os dois abaixo da metade. Janeiro a julho de 2026 é o primeiro período acima dela, com uma ressalva: são sete meses comparados com anos inteiros, e o número de 2026 só se fecha com o boletim de dezembro.
A fila caiu no mesmo período.
Pedidos em análise no fim de janeiro e no fim de julho de 2026, no quadro 25 do BEPS de cada mês.
| Situação do pedido | Janeiro de 2026 | Julho de 2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| Esperando o INSS ou a perícia há mais de 45 dias | 1.881.115 | 373.667 | -80,1% |
| Esperando o INSS ou a perícia, total | 2.692.681 | 1.150.404 | -57,3% |
| Esperando documento do segurado | 379.467 | 396.159 | +4,4% |
| Total em análise | 3.072.148 | 1.546.563 | -49,7% |
O INSS decidiu o estoque antigo ao mesmo tempo em que negou mais. O boletim conta cada decisão no mês em que ela saiu, não no mês do pedido, e não informa quantas negativas de 2026 vieram de pedidos feitos em anos anteriores. O que ele mostra é a direção: menos gente esperando, e mais gente com a resposta negativa em mãos.
Cada negativa abre um prazo.
A carta de indeferimento é o documento que decide o caminho do caso.
- O prazo do recurso. O recurso contra decisão do INSS vai ao Conselho de Recursos da Previdência Social, e o prazo é de trinta dias contados da ciência da decisão, pelo art. 305 do Decreto 3.048/1999.
- O motivo da negativa. O boletim não publica motivo. É a carta de indeferimento que diz se faltou prova, documento ou requisito, e isso separa um novo pedido, o recurso e a ação.
- A pergunta no primeiro contato. Nas teses previdenciárias, a triagem da AllService registra se já houve pedido no INSS, quando saiu a resposta e o que a pessoa tem em mãos, e o caso chega ao escritório com essa data.
O que a triagem entrega em BPC/LOAS está em BPC/LOAS; em auxílio-doença, em auxílio-doença; e as dez mudanças previdenciárias de 2026, em previdenciário em 2026.

Como cada número foi calculado.
Tudo sai dos quadros 24 e 25 do BEPS, com conta refeita por código.
A parte negada é o número de indeferimentos dividido pela soma de concessões e indeferimentos do mesmo período. É a mesma conta das notas do Ministério da Previdência, que dão 41,6% para 2025 e 50,5% para o primeiro semestre de 2026, números que esta página reproduz a partir do quadro.
Os totais de janeiro a julho são a soma dos meses do quadro 24 e conferem com o subtotal publicado nele; as variações comparam os mesmos sete meses de 2025. A fila vem do quadro 25 de cada boletim: a linha do Brasil, nas colunas de pedidos que esperam o INSS ou a perícia médica inicial e de pedidos que esperam documento do segurado.
Seis limites declarados.
Para que quem citar o número cite junto o que ele não diz.
Conta decisões, não pessoas. O quadro registra processos despachados; a mesma pessoa pode ter mais de um pedido negado no período.
Mês da decisão, não do pedido. Com a fila caindo, parte das decisões de 2026 é de pedidos antigos, e o boletim não separa quantas.
Sem motivo. O BEPS não informa por que cada pedido foi negado, e esta página não atribui a alta a uma causa.
Dois grupos só. O quadro separa incapacidade dos demais benefícios; não há recorte por espécie, e esta página não estima um.
Sem mapa por estado. O quadro 23 de julho põe 86.339 indeferimentos no Distrito Federal, 9,2% do país, 73.022 deles em demais benefícios: o dado mostra onde o pedido foi analisado, não onde a pessoa mora.
Sete meses contra anos inteiros. A comparação com a série anual vale como ordem de grandeza até o ano fechar.
Onde cada número foi lido.
Boletim oficial e texto de lei, com data de leitura; o que veio da imprensa está marcado.
Concessões, indeferimentos e estados: Boletim Estatístico da Previdência Social de julho de 2026, quadros 23 e 24 e conceitos, Ministério da Previdência Social. Ler o boletim. Lido em 24 de setembro de 2026.
Fila: quadro 25 dos boletins de janeiro e de julho de 2026. Boletim de janeiro.
Prazo do recurso: Decreto nº 3.048/1999, art. 305, § 1º, com a redação do Decreto nº 10.410/2020. Ler no Planalto.
Explicação do ministro (fonte secundária): O Tempo, 19 de agosto de 2026, "Ministério quer concessão automática de benefício após recurso favorável a segurado do INSS". Ler no O Tempo.
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Conteúdo informativo, com base em fonte pública. Não é orientação sobre caso concreto.
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